A possível compra da GVT pela Telefônica não muda as estratégias de integração da Oi, cuja compra da Brasil Telecom (BrT) por R$5,8 bilhões foi aprovada pela Anatel em 18/12. Durante painel na Futurecom 2009, o presidente do Grupo Andrade Gutierrez (acionista da Telemar), Otávio Marques de Azevedo, afirmou que Oi e Brasil Telecom já estão completamente integradas e, por isto, a incorporação da GVT à Telefônica não traz implicações. “Evidentemente que a Telefônica ganha musculatura, se o negócio for fechado, mas também é um grande estímulo para a capacidade guerreira da Oi”, pontuou.
No entanto, Azevedo salientou que competir com uma empresa que não tem obrigações (no caso, a GVT, por ser uma espelho) é “pontualmente difícil”. “Reconheço que a GVT fez um belo trabalho, conquistou mercado, veio com um modelo de negócio e uma abordagem comercial diferentes.”
A Telefônica, cerca de um mês depois de a francesa de telecomunicações e entretenimento Vivendi anunciar intenção de adquirir até 100% do capital da brasileira GVT, ofereceu pela GVT R$ 6,5 bilhões ou R$ 48 por ação, cobrindo a oferta de R$ 5,4 bilhões da Vivendi.
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