As Olimpíadas terminaram no domingo (21/8) e deixaram muitas memórias. O que muita muita gente não sabe é que durante todo o tempo dos Jogos, uma maratona cibernética aconteceu. Levantamento realizado pelo Arcon Labs mostra que a performance dos hackers foi digna dos atletas de ponta.
Segundo os especialistas da empresa, os cibercriminosos começaram a agir antes, aumentando os ataques de reconhecimento de alvos para que, durante o período dos Jogos, os ataques com intuito de roubos se concretizassem em alvos qualificados. Entre julho e agosto foi registrado crescimento geral de 196% de ciberataques. Confira o ranking das modalidades que mais se destacaram:
1º Ataques automatizados (crescimento: 715%)
A medalha de ouro foi para os ataques automatizados. Entre os mais comuns estão:
Worms – se multiplicam por meio de vulnerabilidades de aplicação ou rede e têm como objetivos enviar documentos para fora da empresa, roubar identidades ou até mesmo inundar uma rede.
Botnets – são redes de computadores zumbis controlados remotamente por um hacker, que as utiliza para enviar spam e iniciar ataques de DoS ou DDoS.
2º Ataques de DoS e DDoS (crescimento: 330%)
Como era de se esperar, uma vez que foi o grande vilão na última Copa do Mundo, esses ataques tinham como objetivo tornar indisponíveis grandes servidores, serviços e infraestruturas.
3º Ataques web (crescimento: 231%)
São ataques a sites se aproveitando de vulnerabilidades para comprometê-lo. Os objetivos eram os mais variados: manchar a imagem da empresa ou instituição, acessar o ambiente de TI e roubar dados confidenciais.
4º Ataques Buffer OverFlow (crescimento: 91%)
Trata-se de um tipo de ataque que busca explorar falhas de softwares, aplicações e sistemas operacionais até resultar em um acesso ilegal.
5º Malwares – crescimento: 38%
Mais de 480 mil códigos maliciosos foram disparados com o objetivo de infectar máquinas, interromper sistemas, ganhar acesso não autorizado ou coletar informações sobre o sistema ou usuário sob ataque.
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