Veículos autônomos têm pelo menos 50 pontos de ciberataque

A discussão sobre o avanço dos veículos autônomos ganha cada vez mais espaço no cenário mundial. Recentemente, a Alphabet, que tem sob seu guarda-chuva empresas como o Google, informou que pretende iniciar até janeiro um serviço de transporte comercial com carros sem motorista nos EUA, a Ford e Walmart firmaram parceria para testar esse tipo de veículo e a Audi apresentou no Salão do Automóvel alguns modelos de carros autônomos.

Diante de um campo tão vasto a ser explorado, uma nova questão surge. Como esses veículos funcionarão de maneira cada vez mais conectada, como protegê-los contra ciberataques? De acordo com a Indra, empresa global de consultoria e tecnologia, a conectividade, o hardware e o software que capacitam os veículos conectados têm consequências diretas na estrutura interna dos veículos e na infraestrutura, com mais de 50 possíveis pontos de ataque.

Com o objetivo de ajudar companhias a protegerem seus veículos nesse novo ambiente, a companhia já está desenvolvendo novas soluções, que abrangem o escopo de carros, ônibus e trens conectados. As soluções são baseadas em cloud computing e processamento inteligente distribuído, levando em conta as melhores práticas de segurança globais.

Projetos

Um projeto que já está em andamento é a plataforma na nuvem que permitirá enviar de forma segura aos veículos informação em tempo real sobre limites de velocidade ou outros sinais, recomendações e alertas, incluindo informação de outros meios de transporte, como trens e ônibus.

“Esta interoperabilidade é especialmente importante nas cidades onde existe uma grande quantidade de meios de transporte diferentes com a capacidade de proporcionar informação útil. Um dos principais desafios é integrar os veículos convencionais, veículos conectados, carros autônomos e os demais meios de transporte para melhorar a mobilidade urbana e a segurança dos deslocamentos”, afirma a companhia.

Os novos projetos estão sendo desenvolvidos dentro das iniciativas europeias SECREDAS e SCOTT, que contam com apoio da União Europeia para desenvolver o mercado de carros autônomos. Com os avanços que está desenvolvendo em ambos os projetos, a Indra reforça sua posição de liderança em smart mobility e no mercado de serviços para o veículo autônomo e/ou conectado.

Além dessas iniciativas, a Indra também colabora na iniciativa AUTOCITS, que testa a direção autônoma em estradas de Madri, Lisboa e Paris. Atualmente, já circula em testes pela pista um carro autônomo do projeto, em velocidades superiores aos 80 km/h. Isso foi possível graças a uma rede de equipamentos com diferentes tecnologias, que facilitam a comunicação entre o carro autônomo e o centro de controle de tráfego.

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