Notícias

Varejo brasileiro está ávido pela transformação digital

Engana-se quem acha que a transformação digital anda distante do varejo brasileiro. Muito pelo contrário. Grandes nomes do mercado estão enfrentando de peito aberto os desafios da adesão a novas tecnologias e também das mudanças no modelo de atuação provocadas pelo contexto digital, que imprimem mais agilidade e velocidade em todas as pontas do varejo.

Meios de pagamento móveis, big data, omnichannel, same day delivery e mini-hubs de distribuição já são termos correntes por aqui, chegando praticamente juntos com mercados mais avançados, como o norte-americano. E não é só o discurso. Os lojistas, independentemente do porte, estão cientes de que transformar-se digitalmente não é mais uma opção, mas sim uma realidade.

Mas o que tenho dito em inúmeras conversas é que perder o medo da transformação digital não significa criar uma loja online, um aplicativo ou abrir um canal social. Precisamos pensar digitalmente, entendendo que a tecnologia não é o fim, mas um facilitador e otimizador dos processos de trabalho.

Os grandes varejistas brasileiros já internalizaram isso e, assim, estamos acabando com a discussão sobre o “fim da loja física”. Essa nova realidade exige a integração dos mundos digital e físico, que nunca deixará de ser um ponto de venda essencial para o mercado de consumo.

Isso fica claro quando sabemos que muitos clientes usam o digital como principal ferramenta de pesquisa, mas definem a compra em contato direto com o produto: 47% dos internautas pesquisa online, mas realizam a compram efetiva na loja, por exemplo.

Isso mostra que a tecnologia não é apenas a base do e-commerce, mas um imprescindível ponto de apoio para o comércio tradicional. Com ela, temos à disposição produtos e serviços que permitem conhecer melhor o cliente, oferecer as melhores experiências de compra e, é claro, melhorar a organização e a gestão do negócio como um todo, independente do canal.

Entre os fatores que explicam o crescimento digital no varejo brasileiro, está a redução dos custos de adesão. Com a popularidade, as tecnologias ficam cada vez mais acessíveis para o varejista, tanto em preço quanto em velocidade de implantação. Outro ponto é a aceitação local: o brasileiro é um altíssimo consumidor digital, ficando atrás apenas da China em número de celulares per capita.

Somos um dos povos que mais usa internet e, certamente, mídias sociais. Estamos caminhando para acabar com as barreiras entre online e offline. Por isso, queremos que produtos e serviços nos atendam igualmente em ambos os cenários. Por último, a necessidade de superar a concorrência faz com que os consumidores fiquem cada vez mais exigentes e empoderados, trazendo para o varejo o desafio de estar sempre um passo à frente.

Hoje, é preciso ser mais ágil e eficiente não apenas do que a loja ao lado, mas de todo o mercado.

*Por Raul de Souza, diretor executivo de big retail e latam da Linx

Recent Posts

Copa do Mundo 2026 vira laboratório global para IA, dados e infraestrutura digital

Desde o início do ano, a redação acompanha como a Copa do Mundo 2026 extrapola…

11 minutos ago

NiCE cria hub de pesquisa para acelerar adoção de IA agêntica nas empresas

A NiCE anunciou a criação do NiCE Labs, um laboratório voltado ao desenvolvimento e à…

52 minutos ago

83% dos executivos dizem que transformação corporativa falha, aponta teya

A maioria dos programas de transformação corporativa não entrega o que promete. Essa é a…

2 horas ago

STF julga recursos do Google e Meta sobre responsabilidade por posts ilegais

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar na quarta-feira (10) os recursos apresentados pela…

2 horas ago

Copa do Mundo deve impulsionar uso de IA para manter produtividade durante o expediente

A realização da Copa do Mundo FIFA de 2026 pode representar um dos maiores testes…

3 horas ago

Google e Monashees criam fundo para startups de IA no Brasil

O Google e a gestora de venture capital Monashees anunciaram nesta semana, durante o evento…

3 horas ago