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Utilities: rumo à transformação digital com o 5G

A consultoria McKinsey apontou em ‘Organizational cyber maturity: A survey of industries’ que as empresas do setor de Utilities estão entre as organizações com mais baixa maturidade digital. E diante de um enorme desafio: a necessidade de inovar dentro de um cenário que exige estabilidade e segurança com um legado operacional complexo e um ambiente de TI robusto.

As concessionárias de água, energia, gás e eletricidade lidam com grandes quantidades de dados, e por isso precisam de uma infraestrutura sem falhas, com disponibilidade 24×7. Serviços essenciais apoiam tanto consumidores quanto o mercado corporativo, incluindo empresas, indústrias e governo.

No entanto, estes setores precisam avançar na transformação digital sem oferecer riscos à operação. Muitos destes processos estão focados no melhor aproveitamento dos dados gerados por usuários, permitindo aplicar análises de maneira eficaz e promover agilidade e tomada de decisões. Quando é possível acessar informações mais precisas, análises avançadas e previsões baseadas em fatos, fica mais fácil impulsionar melhores operações e experiências aos clientes.

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A jornada e estratégia de transformação digital é um caminho sem volta, pois os benefícios são inúmeros. Durante a pandemia se provou que os desafios não eram questões tecnológicas, mas sim culturais. Esta estratégia passa pela migração para a nuvem, mas também é essencial utilizar melhores práticas e adotar protocolos modernos a fim de elevar a postura de segurança diante dos ataques cibernéticos e ciberfísicos.

A chegada da tecnologia 5G contribui com esta jornada. Quando falamos nesta evolução, a primeira coisa que vem à cabeça é o investimento nas infraestruturas das redes, equipamentos, dispositivos, antenas. Mas não necessariamente isso tudo tem que acontecer em um primeiro momento, e no caso de Utilities, já se pode pensar em aplicações importantes para a melhoria dos processos, como smart grids, automação e as integrações de IoT e IIoT.

Apesar dos diversos espectros que serão adquiridos pelas operadoras, há duas faixas – 2,6 GHz e 3,5 GHz – que serão dedicadas às chamadas redes privadas. São essas que têm gerado profundo interesse do setor de Utilities e que, uma vez em operação, devem ter enorme impacto no segmento.

Isso porque, a partir da criação de redes privadas – 5G ou LTE – as empresas do setor poderão ampliar, e muito, sua eficiência operacional, com um crescimento significativo do uso de aplicações e soluções baseadas em IoT, com foco na captura de informações e automação de atividades.

O ganho de velocidade de acesso às aplicações, aos recursos de realidade aumentada e virtual e à automação industrial sem dúvida trará ganhos de produtividade e performance. Assim como ocorreu com o 4G, a implementação do 5G será revolucionária. Os ambientes que antes eram totalmente isolados, hoje se encontram hiper conectados e automatizados, e tudo isso exige camadas específicas de proteção, capazes de monitorar, detectar, e claro, responder rapidamente a um incidente, antes que ele se torne uma tragédia.

A tendência é que, com o espectro reservado pela Anatel para as redes privadas, todas as empresas do setor construam suas próprias redes e desenvolvam soluções ou acelerem sua jornada de transformação digital e gerem novos negócios. Afinal, a internet de alta velocidade, será a plataforma para novos modelos de negócio, que em breve estarão em operação, e são as mudanças na camada técnica que permitirão a implementação desses modelos de forma segura para as empresas e para a população.

* Nycholas Szucko é diretor de vendas da Nozomi Networks para a América Latina

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