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Uso de criptografia cresce nas empresas

O de criptografia pelas empresas registrou seu maior aumento na variação anual em mais de uma década, de acordo com um estudo recente
do Instituto Ponemon. Mas as despesas com tecnologia de criptografia (em
termos de percentagem do orçamento total da segurança das empresasI) tem
diminuído, segundo John Grimm, diretor sênior de estratégia de segurança da Thales e-Security, que patrocinou o trabalho.


Em 2005, primeiro ano do estudo, apenas 16% das empresas usavam a
criptografia extensivamente. Essa percentagem aumentou gradualmente para
34% em 2014 e, em seguida, saltou para 41% em 2015.

De acordo com Grimm, a criptografia está incorporada em muitas
ferramentas, razão pela qual já não é necessário que as empresas tenham que a adquirir separadamente.
Além disso, a concorrência e os avanços na tecnologia têm reduzido os
preços dos produtos.

Na opinião do executivo, o aumento do uso da criptografia pode ser atribuído a vários fatores. O principal deles é o aumento dos ciberataques. Em seguida estão a crescente adoção de regras de privacidade e preocupações dos consumidores, especialmente quando as aplicações já estão baseadas na nuvem.

O setor financeiro lidera a adoção, com praticamente metade das empresas analisadas (56%) utilizando a
criptografia extensivamente, seguido pela área de saúde e pela
indústria farmacêutica. O setor de manufatura, de modo geral, é onde se registra a menor adoção (25%).

Relativamente a aplicações específicas, as bases de dados aumentaram o uso nativo de tecnologia de criptografia, seguidas pelas ferramentas de comunicação na
Internet, os discos rígidos de portáteis e e as ferramentas de “backup”.

“Isto tem a ver com uma tecnologia madura”, disse Grimm. “Todas as
grandes bases de dados têm criptografia incorporada e, na Internet, o
[protocolo] SSL é ubíquo”.

Desempenho preocupa
Mas agora que mais pessoas estão usando criptografia em diversas situações, o desempenho passou a ser o grande problema, segundo o estudo, seguido do suporte tanto
para implementações locais como na nuvem.

“Não é interessante para os usuários têm que lidar com dois conjuntos de ferramentas”, explica Grimm.

Na realidade, apenas 44% das organizações disseram estar protegendo seus dados na nuvem por intermédio de criptografia, 17% usam a “tokenization” ou outro método, e 39% armazwnam os dados sem criptografia.

Em relação a essas empresas que já protegem os dados na nuvem usando criptografia, 44% criptografam os
dados antes de serem enviados, 21% o fazem enquanto estão na nuvem
utilizando ferramentas sob o seu controle, e 35% permitem que seja o
fornecedor do serviço de nuvem fique responsável pela criptografia.

“Os principais fornecedores de cloud têm feito um trabalho muito bom
na segurança. Muitas empresas acreditam que os fornecedores de cloud com procedimentos fortes estão mais preparados para cuidar da segurança”, disse. “E acho que essa é uma tendência que
vamos continuar a ver”.

O estudo ouviu mais de 5 mil profissionais de segurança e usuários de criptografia em 14 grandes setores da indústria, em 11 países, incluindo o Brasil (BZ nos gráficos), com o objetivo de verificar como a criptografia está sendo usada em conjunto com aplicações de negócios, a fim de proteger os dados sensíveis.


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