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unico levanta R$ 625 milhões e se torna unicórnio

A unico, empresa de soluções de proteção de identidade digital acaba de se tornar o novo unicórnio brasileiro graças ao aporte de R$ 625 milhões levantados dos fundos General Atlantic e SoftBank Latin America Fund. Com a captação, anunciada nesta terça-feira (3), o valor de mercado da IDtech ultrapassa US$1 bilhão. A rodada também contou com os investidores Micky Malta e Big Bets.

O fundador e CEO da unico, Diego Martins, avalia que o aporte coloca a empresa no caminho certo para se tornar uma big tech brasileira com inovação proprietária. O propósito da startup é tornar a conexão entre pessoas e empresas mais ágil e segura a partir da identidade digital.

“Desde a última rodada de investimentos, temos trabalhado duro para estruturar nosso crescimento exponencial de forma sustentável, pensando em três pilares: nosso time, nossas tecnologias próprias, e nossa expansão orgânica e por aquisições”, detalhou.

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Fundada em 2007, a IDtech atende a 800 empresas com sua tecnologia que visa apoiar os consumidores no momento de compra, na solicitação de crédito, no processo de admissão e na validação de documentos a partir da assinatura eletrônica. Entre os clientes figuram grandes bancos, varejistas, fintechs, e-commerces, indústrias e telecoms, como Magalu, Pernambucanas, C6Bank, Banco Original e B2W.

No último ano, a unico triplicou o quadro para 700 colaboradores, fortalecendo principalmente os times de engenharia. Também adquiriu as empresas Vianuvem e CredDefense, ampliando sua atuação nos segmentos de compra e venda de veículos, locação de carros, logística, educação e saúde.

“O Brasil vive uma transformação digital acelerada pela pandemia de COVID-19 e a unico tem um papel fundamental nessa transformação digital, protegendo os usuários das fraudes de identidade. Existe um futuro digital com autenticação de identidade instantânea, sem senhas e com segurança”, comentou Martin Escobari, copresidente, diretor-executivo e chefe para a América Latina da General Atlantic.

De acordo com Paulo Passoni, sócio do SoftBank Latin America Fund, o retorno do investimento inicial, realizado há dez meses pelos fundos, confirma o potencial desse segmento globalmente. “Em meio a uma crise tão severa, nos traz confiança ver uma empresa que triplica de tamanho enquanto desenvolve tecnologia proprietária. Por isso, continuamos a investir e a acreditar nesse novo unicórnio”.

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