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Uma nuvem só minha

A minha nuvem

Minha nuvem pessoal consiste em um Home Media de 1 TB recém-instalado. Foi conectado ao roteador de minha rede doméstica, que por sua vez está conectado à Internet, por onde a nuvem se espalhará.

Segundo a Iomega, usando o próprio software que acompanha o dispositivo, é possível administrar um conjunto de até 250 usuários com acesso através de “login” seguro e transmissão de dados com criptografia AES de 128 bits ativada, se necessário. No meu caso, o interesse maior é que um único usuário, este que digita estas mal traçadas, tenha acesso irrestrito a todos os seus (meus…) arquivos tanto das demais máquinas ligadas à rede doméstica ou conectadas com seu ponto de acesso wi-fi como, principalmente, de meus computadores do escritório, no Centro, e de meus micros móveis, tanto o notebook quanto o netbook, quando eu estiver em viagem ou simplesmente em outro ponto da cidade com acesso à Internet.

Note que citei apenas meus computadores. Isto porque, embora o trânsito dos arquivos seja feita via Internet, o acesso não é feito usando o programa navegador ou qualquer meio semelhante. É preciso instalar um programa (o “Iomega Store Manager” sobre o qual fararemos adiante) especialmente para tal fim. O que eu, particularmente, achei muito bom por questões de segurança.

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Primeiro, instala-se o dispositivo. Fisicamente, quase nada há a fazer senão conectá-lo a uma porta livre do roteador com o cabo fornecido juntamente com ele e liga-lo na alimentação elétrica. Depois, é inserir o CD no acionador de um dos computadores ligados à rede (preferencialmente no usado pelo responsável pera administração do sistema), esperar o lançamento do programa de instalação e seguir as instruções da tela. O resultado é a instalação do Iomega Store Manager no micro. Daí para frente é clicar no ícone “Configuração”, criar identidades e senhas para os usuários autorizados, criar pastas de compartilhamento e coisas que tais. Tudo como qualquer outra unidade NAS. Veja, na figura, o resultado destas ações no Iomega Storage Manager.

Até este ponto, ainda não se cogitou da criação da nuvem. Apenas se instalou uma unidade de armazenamento conectado à rede (NAS) com suas pastas compartilhadas, usuários credenciados e suas listas de privilégios concedidos pelo administrador.

Os demais computadores conectados à rede (ou seja, aqueles ligados às demais portas do roteador ou conectados a seu ponto de acesso via wi-fi, devidamente identificados e credenciados por senha) não precisarão de qualquer software adicional para ter acesso aos arquivos. Estejam eles rodando Windows, Linux ou MacOS, bastarão as ferramentas usuais de seus respectivos sistemas operacionais para estabelecer a conexão, identificar-se e mapear as pastas à que têm acesso, como fariam com qualquer outro servidor de arquivos da rede.

Isto porque a nuvem ainda não foi criada.

Então, vamos a ela.

Para transformar o Home Media em um servidor de nuvem é preciso criar a nuvem pessoal, que passará então a se comportar como uma rede virtual à qual se pode ter acesso através de qualquer conexão da Internet. Ela transforma o Home Media em uma central de compartilhamento de dados, jogos, arquivos de mídia entre computadores situados em qualquer pondo do planeta, desde que conectados à Internet. Na página de “Suporte” o dispositivo no sítio da Iomega há uma lista de perguntas e respostas que discute de forma bastante completa todas as funcionalidades do dispositivo e quem estiver interessado em detalhes pode consultar.

Para criar a nuvem basta acessar as configurações do programa gerenciador e habilitar o “Iomega Personal Cloud” (veja na figura a primeira janela do procedimento), especificando o nome que deseja atribuir à nuvem e fornecendo um endereço de correio eletrônico (que não serve apenas para fins de identificação: se algo estranho ocorrer em sua nuvem, uma mensagem de alerta será enviada automaticamente para este endereço, de modo que convém fornecer um endereço ativo). O sistema atribuirá um endereço IP à nuvem que, a partir de então, poderá ser acessada através do nome a ela atribuído ou deste endereço.

Criada e configurada a nuvem, é preciso compartilhá-la. Seja com terceiros, seja com o próprio administrador, quando usar máquinas remotas (pois o compartilhamento é feito primeiramente com a máquina, depois com o usuário que se identificará).

O primeiro passo é dado pelo administrador, ao expedir convites para que computadores sejam adicionados à nuvem. O convite é feito através de uma mensagem de correio eletrônico contendo o próprio convite e um código de acesso exclusivo.

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O destinatário da mensagem, ao recebê-la, deve instalar o software “Iomega Store Manager” em sua máquina. O que é feito sem qualquer complicação, uma vez que na mensagem-convite, juntamente com o código de acesso, vem um atalho (“link“) para a página da Iomega de onde o programa é baixado. E, caso o programa seja obtido usando este atalho, ao ser instalado ele já exibe o código de acesso correspondente. Portanto, ao convidado, nada mais é necessário exceto um par de cliques para ter o programa de gerenciamento instalado e seu micro conectado à nuvem pessoal da qual foi convidado a participar. Veja, na figura, a janela usada para habilitar acesso à nuvem depois de recebido o convite.

Como já comentei, acho positivo, por questões de segurança, o fato de que o acesso à nuvem pessoal seja necessariamente feito através de um programa de gerenciamento (em vez de simplesmente via programa navegador). Mas isto tem o inconveniente de limitar os dispositivos que podem acessar a nuvem àqueles onde o programa gerenciador pode ser instalado. Que, no momento, se restringem aos dispositivos que rodam Windows, Linux ou MacOS. Mas a Iomega promete para breve estender o suporte ao iPhone e iPad e aos telefones espertos e tabletes que rodam o Android.

Recebido o convite, baixado o código e instalado o programa, a máquina pode ter acesso à nuvem pessoal através de qualquer conexão Internet. Evidentemente, salvo em casos extremamente excepcionais, a coisa somente funcionará a contento em uma conexão de alta taxa (“banda larga”). Mas, nestas condições, funciona que é uma beleza.

Estabelecida a conexão, as pastas do Home Media podem ser mapeadas no computador remoto como se fizessem parte de uma rede local. Para acessá-las, o procedimento é análogo ao que dá acesso a qualquer rede segura: fornece-se a identidade de usuário e a senha. Isto feito, o acesso aos arquivos remotos é facultado seja diretamente aos programas, que podem “abrir” um arquivo de dados da nuvem como se estivesse em uma unidade local, seja ao gerenciador de arquivos (no caso do Windows, o Windows Explorer), que pode movê-los, editá-los ou exclui-los, desde que o usuário possua os necessários privilégios.

Exceto no que toca ao tempo que se leva para abrir os arquivos (que, naturalmente, depende de seu tamanho e da rapidez da conexão), tudo se passa como se o usuário estivesse conectado a uma rede local.

No que me diz respeito, tenho o maior apreço pela minha nuvenzinha. O que ela vai facilitar minha vida não está no gibi.

E o preço, tendo em vista o fato de que o Home Media se comporta tanto como gerador da nuvem pessoal quanto como dispositivo de armazenamento NAS, é surpreendentemente acessível: os valores sugeridos pela Iomega são de R$ 599 para a unidade de um TB e de R$ 899 para a de dois TB.

Para ter sua própria nuvem, é ou não uma pechincha?

B.Piropo

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