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Uma nuvem só minha

As nuvens públicas e privadas

Para entendermos o que a Iomega chama de “nuvem pessoal” devemos primeiro chegar a um consenso sobre o conceito de nuvem no que toca a armazenamento de arquivos. E, segundo a definição corrente, “computação em nuvem” se refere à provisão de recursos computacionais solicitados através de uma rede de computadores, mais especificamente através da Internet.

Eu poderia dizer que tal definição de nuvem é um tanto nebulosa, mas esta afirmação corre o sério risco de ser classificada como truísmo. Então, vamos apelar para exemplos.

Os que conhecem os serviços prestados pela Google através de seus Google Docs, ou pela MS via Share Point, estão familiarizados com o conceito de nuvem: em um conjunto de servidores localizados em um ponto qualquer do planeta (ou dispersos em muitos pontos, tanto faz) conectados pela Internet e administrados por uma instituição, um conjunto de usuários (que, este sim, se espalha por todo o planeta) armazena arquivos. Como o acesso é sempre feito via Internet, os usuários jamais saberão onde, efetivamente, seus arquivos se abrigarão. Qualquer pessoa, desde que cumpra alguns requisitos mínimos de ordem administrativa e, eventualmente, pague uma taxa módica (embora muitos destes serviços sejam gratuitos), pode se tornar membro do conjunto (ou da nuvem) de usuários. Seus arquivos armazenados nos servidores (ou na nuvem de servidores) somente poderão ser acessados por ele ou por alguém por ele autorizado depois de fornecidas as necessárias identidade e senha. Este é o conceito de nuvem publica.

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Há ainda o conceito de “nuvem privada”, ou “nuvem corporativa”. Trata-se de um serviço suprido por corporações como a Amazon e a Sales Force (que oferece um mui interessante vídeo explicando o conceito em português, de onde foi capturada a Figura acima) que fornece a seus clientes, geralmente empresas de médio porte, não somente um meio de armazenar arquivos em servidores acessados via Internet como também, para os clientes que assim o desejarem, um conjunto de aplicativos corporativos que permanecem instalados, mantidos e atualizados nestes mesmos servidores ? ou seja, “na nuvem”. Os clientes pagam uma taxa que pode ser um valor fixo mensal ou proporcional aos serviços usados no período e se livram da obrigação de manter profissionais especializados em tecnologia da informação em seus quadros. Fica tudo a cargo do prestador do serviço.

Pois bem: com o recente lançamento de sua nova linha de produtos, a Iomega inaugurou o conceito de “nuvem pessoal”.

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