Você liga sua máquina e espera até que ela fique pronta para o trabalho e ofereça a tela com os nomes de usuários registrados aguardando que seja fornecida a senha. Há quem faça isto todo o dia e, pior, há quem o faça várias vezes ao dia. Portanto, querendo ou não, estamos todos acostumados a esperar pela inicialização. E, dependendo de certos fatores, esperar um bocado.
Mas pergunto: por que a demora? O que faz a máquina enquanto esperamos? E, o mais importante, quanto tempo estamos dispostos a esperar?
Começando pela última pergunta: cada vez menos.
Pete Dice, arquiteto de software do grupo de especialistas em “chipsets” da Intel, em seu artigo “Boot Fast or Die“, afirma: “Como projetista de sistema você pode considerar o iPad da Apple como paradigma moderno no que toca à inicialização. Como a maioria dos sistemas incorporados (?embedded?), ele não inicializa, apenas liga. É certo que a comparação pode ser injusta já que ele não é baseado em um ?chipset? que adota a arquitetura da Intel. Mas, para o usuário, isto pouco importa. Os consumidores esperam que o tempo de resposta seja sempre menor. … Mas até que os sistemas similares a Windows e Linux decidam dar a partida sem a ajuda de BIOS ou rotinas de inicialização, nós, como desenvolvedores de sistemas, teremos que adaptar os sistemas atuais baseados em POST a uma nova ordem mundial, adotando inovações, ou veremos nossos produtos permanecerem nas prateleiras das lojas e, de lá, serem encaminhados diretamente a um museu ainda em sua embalagem original“.
Em outras palavras: o pessoal está ficando impaciente.
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