Desenvolvedora de aplicativos multiplataformas, a Pontomobi possui 60 programadores, time que, a cada tecnologia lançada no mercado e absorvida pelo negócio da companhia, precisa de novos treinamentos, ou ser acrescido de novos profissionais. ?O desenvolvedor precisa decidir onde focar?, alerta Terence Reis, diretor de operações da companhia. O tema foi colocado em discussão entre os participantes do TV.Apps, seminário realizado na terça0feira (08/11), em São Paulo, reunindo indústria, desenvolvedores, academia e outros elos do ecossistema de empresas que definirão a nova onda da TV conectada.
E, para fazer a sua escolha, a organização deve estar atenta a alguns pontos-chave: ?épreciso considerar se existe uma distribuição eficiente, acesso a recursos de desenvolvimento, formas claras de geração de receitas, comunidade ativa, esforços de relacionamento com os desenvolvedores, cases de sucesso comprovados e abertura de plataforma para integração entre dispositivos?, enumera o especialista.
A necessidade de adaptar o modelo de negócios a tal movimento do mercado também atigiu a HXD, desenvolvedora de aplicativos para smartTV. A necessidade de conviver com diferentes plataformas moldou o perfil de trabalho da companhia, que aposta não só na equipe de engenheiros de software, mas em um grupo de designers e marketing que ajudam a promover o negócio.
Por outro lado, solucionar a fragmentação de plataformas e o alto custo associado a ela é o negócio da Venta, a partir de um portfólio que inclui a AppCloud, solução que, segundo Júlia Canalini, diretora-executiva da companhia, permite a conexão com parceiros tecnológicos, agilidade na atualização do conteúdo e diversos canais de saída. ?Esse mercado segue o comportamento do usuário, que vem mudando, mas ele enfrente o problema da fragmentação de marcas, de sistemas operacionais. E a manutenção e produção se torna muito cara?, reforça Júlia.
Terence, entretanto, lança o palpite: ?Em 24 meses, a minha aposta é que tenham apenas quatro plataformas de desenvolvimento ? três nativas e uma html 5. O essencial, porém, é a plataforma de distribuição e como o conteúdo será percebido pelo usuário – poder trabalhar com elementos gráficos mais interativos, por exemplo?.
Na visão da executiva, a preocupação com a experiência do consumidor passa por uma questão crucial: a de se replicar no mundo virtual o comportamento que o usuário tem no plano real. ?É nesse sentido que os aplicativos devem ser trabalhados?, diz ela.
Para os próximos três anos, quando deve acontecer o grande salto da TV inteligente, segundo os especialistas da área, a maior demanda do usuário se dará por conteúdos em vídeo, inserção das redes sociais na TV conectada, jogos e aplicativos que, de uma forma geral, vão interagir com o usuário em qualquer tela que ele utilize.
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