Então qual a “água ideal”?
-Infelizmente essa água tem adição de cloro, possui partículas minerais em suspensão, com algas e bactérias que vão encontrar um ambiente propicio dentro do circuito fechado de um watercooler. Tem um PH tipicamente acido e é condutora elétrica, que acelera a corrosão generalizada. Recomenda-se não usar a menos que seja tratada como veremos a seguir. Sem tratamento, vai requerer manutenção e limpeza a cada dois meses.
-Encontrada em postos de gasolina para uso em baterias automotivas. Não confundir com fluido de bateria, que é ácido (a base de ácido sulfúrico). A água destilada não tem minerais, não tem algas ou bactérias pois é resultante de um processo de evaporação e condensação. É a água mais pura que podemos encontrar, e deve ser usada como base da mistura do fluído de um watercooler.
-Há inúmeros tipos de águas minerais nos supermercados, algumas são mais ácidas outras menos, e todas tem algum tipo de mineral em suspensão. E há ainda as gasosas, que evidentemente devem ser evitadas. No Brasil não existem as águas purificadas, portanto não use água mineral engarrafada nos sistemas de watercooler.
Esses dois tipos são usados em refrigerações comerciais e passam por processos industriais para remoção de partículas minerais e inversão dos íons elétricos. São bem mais caras do que a água destilada e não oferecem benefícios adicionais a essa em um watercooler, além de ser difícil de encontrar.
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Por uma questão de custo, a água destilada é a que oferece as melhores condições para o uso em watercooler. Partindo dela como base, podemos aumentar seu PH sem interferir muito na viscosidade ou condutividade térmica adicionando no máximo 10% de etileno glicol (aditivos para radiadores automotivos, como o Rad Cool), que é um excelente biocida e anticorrosivo, porém afeta negativamente a condutividade térmica e a viscosidade se for usado em excesso. Se for usar em água de pia, é melhor aumentar a proporção para 15% sabendo que a viscosidade aumentará, bem como sua ineficiência como condutora térmica.
Há misturas mais exóticas, envolvendo o uso de metanol entre outras substancias perigosas e tóxicas, comuns em sistemas ativos que operam abaixo de zero. Mas não é o caso dos watercoolers passivos que apresentamos aqui e são muito perigosos no manuseio.
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