A Trevisan Tecnologia, que trabalhava com softwares de gestão, mudou sua estratégia e direcionou ações para aplicações moveis focadas no mercado corporativo. Batizada de uMov.me, a plataforma de mobilidade para automação de atividades em campo, ganha um programa de parcerias que deve alavancar o crescimento da companhia nos próximos anos.
Enquanto a fornecedora focaria aspectos de desenvolvimento tecnológico, os parceiros alavancariam oportunidades comerciais. Atualmente, a tecnologia contabiliza cinco mil usuários em mais de 100 clientes. ?Hoje são dez aplicações padrão na plataforma?, dimensiona Eduardo Voelcker, gerente comercial da empresa, listando sistemas de vendas, logística, segurança patrimonial, vistoria de imóveis e veículos que atendem diversos segmentos. Além disso, existem mais de 150 soluções customizadas.
A Trevisan trabalha com a meta de fechar o ano com uma centena parceiros de parceiros na base. Desse total, 40 seriam revendas (canais que comercializariam sistemas prontos em um market place ou repassem à fabricante eventuais projetos de customização) e 60 desenvolvedores de software e integradores com know how para desenvolver soluções sobre a plataforma.
O programa passa por uma fase de pré-lançamento desde março. Nesses meses já conquistou 15 aliados, dentre os quais Sênior, Mark Sistemas de Pesquisa, Netcomm e Mobilefast/Seta Consultoria. Há planos de rentabilidade bem agressivos e definidos para cada grupo de parceiro e a Trevisan busca parceiros nacionais.
A plataforma uMov.me representa entre 30 a 40% do faturamento da Trevisan. Voelcker não cita números, mencionando que isso poderia interferir em negociações que a companhia vem tendo com investidores. Contudo, o executivo tem claro de que a estratégia de alianças vai impulsionar os resultados da companhia.
América Latina, EUA, Europa
Parte da centena de parceiros que a Trevisan pretende ter em seu programa deverá localizar-se fora do Brasil. O foco inicial encontra-se no mercado latinoamericano. Uma parceria foi fechada com a consultoria chilena Frontend Studios. De acordo com o gerente, há negociações avançadas com canais no Uruguai e Argentina.
?Até o final do ano, a meta é estar presente nos principais países da América Latina. E, no ano que, vem a ideia é ir para os Estados Unidos e Europa?, acrescenta o executivo, mencionando uma antecipação na estratégia de internacionalização puxada por um mercado até certo ponto carente por soluções como a uMov.me.
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