Categories: Notícias

Três áreas de investimento para aumentar confiança e resiliência

Liderar negócios digitais significa lidar com cenários mais complexos e novas ameaças. E os CIOs sentem esse impacto especialmente na parte de segurança, sendo que 89% dos executivos afirmam que os negócios digitais criam novos tipos e níveis de riscos.

Segundo David Willis, vice-presidente e analista do Gartner, estamos passando por duas grandes tendências macro, sendo a primeira a transformação de empresas para o digital e a segunda, a crescente capacidade e sofisticação de cibercriminosos em violar defesas e causar grandes estragos às operações.

Willis complementa afirmando que as empresas, por dentro e por fora, são organizadas de forma a serem ágeis e convenientes a empresas e clientes, mas não resilientes – ou seja, não possuem a capacidade de se recobrar facilmente em um cenário pós-eventos desfavoráveis ou imprevistos, como após ataques cibernéticos, por exemplo.

Para se defender, portanto, é necessário rever algumas abordagens com relação à segurança e os riscos para a TI. Dessa forma, de acordo com o Gartner, as empresas devem investir em três disciplinas de risco para aumentar a confiança e a resiliência dentro das empresas.

1. Rearquitetar a fundação para tornar as pessoas, os processos e a tecnologia mais resistentes. De acordo com o Garner, a transformação de negócios digitais em grande escala se estende bem além da TI, impactando todas as áreas. Faz-se necessário aplicar a resiliência para pessoas, processos e tecnologias.

2. Aumentar a consciência para construir confiança e resiliência. A maioria dos ataques a empresas se iniciam por meio de phishing, ou seja, um único funcionário desavisado caiu em uma armadilha que acabou abrindo a brecha para a entrada dos agentes maliciosos. Esse quadro só se reverte com a conscientização de indivíduos – a tecnologia por si só não é o suficiente. Essa conscientização deve ser prioridade para os negócios e pode-se estender o escopo da proteção para além do trabalho, de acordo com Willis.

3. Ampliar a governança para construir confiança e resiliência em todo o ecossistema. A lista de agentes maliciosos inclui estados-nação e nenhuma organização pode se proteger com sucesso contra esse tipo de oponente e muito menos falhas operacionais profundas dentro do ecossistema da empresa. Os riscos vão muito além das paredes da companhia e os processos de governança deve seguir esse pensamento. “As organizações devem ampliar e aprofundar a governança interna, procurar dentro de seus ecossistemas para suporte adicional, e contribuírem para a criação de defesas comuns”, disse Willis.

Recent Posts

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

54 minutos ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

3 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

22 horas ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

24 horas ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

1 dia ago

Chatbots de bancos e fintechs não entendem as emoções dos clientes, aponta estudo

A evolução da inteligência artificial nos serviços financeiros ainda esbarra em desafios relacionados à experiência…

1 dia ago