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Transformação digital: a (r)evolução das máquinas

Inteligência artificial. O conceito, utilizado pela primeira vez em 1956, é a grande tendência tecnológica dos próximos tempos, para os mais diversos mercados. Este conceito diz respeito à capacidade das máquinas imitarem o comportamento humano, ou seja, o uso de tecnologias que aumentam a capacidade humana de realizar tarefas.

É importante esclarecer que as máquinas não vão substituir os seres humanos, como muitos acreditam. As máquinas são muito boas em algumas coisas, como localizar conhecimento, identificar padrões e realizar a automatização de atividades repetitivas, mas ainda não substituem características como a empatia, a capacidade de abstração ou mesmo a criatividade humana. Elas vêm como forma de gerar o empoderamento humano e de nos ajudar a atingir patamares cada vez maiores.

Todas essas mudanças estão inseridas em um contexto de mercado e negócio conhecido como transformação digital. Mais do que um conceito voltado somente para inovações tecnológicas, a transformação digital surgiu do movimento mundial das pessoas se conectarem e buscarem por negócios mais lean, ou seja, mais ágeis e focados em resultados e na geração de melhores experiências para clientes, parceiros e colaboradores. Ensinando as máquinas e transformando dados em insights, é possível trabalhar para reduzir o trabalho braçal nas empresas e aumentar muito sua produtividade. Negócios nascidos na era digital normalmente já estão inseridos nesse contexto, mas as empresas mais tradicionais também precisam encontrar maneiras de se adaptar à essa nova realidade.

Para ficar mais claro por onde começar, a transformação digital está diretamente relacionada à mudança de mentalidade dos colaboradores da empresa e de sua cultura como organização. Para além de somente trazer novas ferramentas, modelos e habilidades para competir neste mercado, é preciso que as empresas avaliem como novas
tecnologias podem ser usadas para melhorar seu modelo de negócio, gerar valor e se conectar com os clientes finais. Neste sentido, a tecnologia pode ser um poderoso facilitador para o processo de transformação digital mas, sem uma estrutura organizacional alinhada aos objetivos, uma cultura de mudança e processos que conectem pessoas e sistemas, uma transformação completa torna-se mais difícil de alcançar. Um exemplo de mudança que está sendo implementada é a migração em massa de produtos e serviços para a nuvem.

De acordo com um levantamento realizado pela Brasscom em 2017, o segmento de nuvem foi um dos que mais cresceu no Brasil no último ano, com 51,7% de crescimento. O levantamento destaca ainda que há uma projeção de investimento de R$ 249,5 bilhões em transformação digital para o período 2018 a 2021. Diante disso, a o uso de inteligência artificial se mostra como um grande aliado das empresas nos mais diversos negócios, mas principalmente no segmento de TI.

Para exemplificar, imagine a seguinte situação: você tem uma empresa que utiliza serviços de TI. Para facilitar seu dia a dia e otimizar os seus resultados, você pode contratar uma empresa especializada nesse segmento e deixar sob responsabilidade dela tudo que se relaciona a isso na sua empresa. E, com o uso de alguns recursos de inteligência artificial, a empresa que você contratou pode fazer com que tarefas repetitivas e previsíveis não precisem mais ser executadas por pessoas, mas por máquinas. Com isso, alguns dos benefícios são a redução do MTTR (Mean Time to Repair ou Tempo Médio de Reparo) que representa o tempo médio em que um problema é resolvido no ambiente. Além disso, é possível criar contratos com alto nível de serviços e escopo com um valor acessível.

Esses são alguns dos pontos que podem ajudar as empresas a tornarem-se mais estáveis, criando ambientes sempre disponíveis e performáticos e, com isso, aumentando a percepção de qualidade dos clientes. Ao adotar algumas dessas tecnologias, as empresas conseguem se concentrar em transformar as operações, obtendo benefícios que
impactarão positivamente os seus clientes, aumentando dessa forma a fidelização deles e potencializando a aquisição de novos, desenvolvendo-se com maior eficiência. Dessa forma, a tecnologia é usada a nosso favor e é capaz de promover grandes mudanças nos contextos das empresas e também no mundo.

*Sandro Zendron é CEO da Microservice

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