À medida que a digitalização permeia diversas indústrias, a saúde enfrenta um chamado urgente para se adaptar. Para os hospitais brasileiros, a adaptação para a transformação digital vai além da simples incorporação de novas tecnologias; trata-se de uma revisão profunda das operações.
Segundo a Associação Brasileira CIO Saúde (ABCIS), dos cerca de 7,2 mil hospitais brasileiros, apenas aproximadamente 400 possuem certificações para acelerar a jornada de transformação digital. Ou seja, muitos hospitais desejam a transformação digital, mas estão perdidos sobre como iniciar essa jornada.
Diante desse cenário, destaco dez pilares do futuro hospitalar:
Garante a comunicação eficaz entre sistemas distintos, consolidando um atendimento mais integrado e minimizando a perda de informações.
Defende dados e sistemas de potenciais ameaças, preservando a confidencialidade e segurança dos registros dos pacientes.
Estabelece a plataforma tecnológica essencial para suportar soluções e serviços inovadores.
Encoraja a implementação de tecnologias emergentes e metodologias que promovem tanto o atendimento quanto a gestão hospitalar.
Garante que a TI esteja em sincronia com os objetivos macro da instituição.
Certifica-se de que sistemas e equipes possam colaborar em tempo real, eliminando barreiras.
Valoriza o uso de soluções em nuvem, otimizando o armazenamento e acesso a dados e aplicativos.
Reimagina e moderniza processos tradicionais, promovendo agilidade.
Capitaliza informações para gerar insights valiosos, impulsionando a otimização de recursos e melhores tomadas de decisão.
Concentra-se em tecnologias centradas no paciente, como telemedicina e aplicativos de saúde.
Os itens acima delineiam o caminho para qualquer hospital visando a verdadeira modernização. Importante lembrar que a tão discutida transformação digital não é apenas uma mudança superficial; é um novo conceito de como os hospitais devem operar para maximizar o valor entregue, prometendo um futuro mais eficaz, seguro e centrado no paciente.
A excelência no atendimento ao paciente é a alma da medicina. Dentro desse universo, a interoperabilidade não é mera tendência, mas sim o alicerce da transformação digital na saúde. Facilitando avanços como a telemedicina, ela se apresenta como fundamental na promoção de uma saúde mais integrada e eficiente.
A telemedicina, oficializada no Brasil em 2020 em resposta à pandemia da COVID-19, promete reinventar a rapidez e qualidade dos atendimentos, possibilitando consultas remotas. Mas para que essa inovação alcance seu potencial completo, a interoperabilidade é indispensável.
No coração da transformação digital na saúde está o uso estratégico e adequado da TI. Os hospitais que reconhecem e priorizam isso não apenas se posicionam na vanguarda da inovação, mas garantem uma base sólida para oferecer cuidados excepcionais no futuro. A tecnologia, quando usada corretamente, não despersonaliza; ela potencializa.
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