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Tráfego móvel global aproxima-se da casa dos zettabytes

Em 2022, serão mais 12 bilhões de dispositivos habilitados para conexão móvel e conexões de Internet das Coisas (IoT). O número representa um grande avanço quando comparado com os cerca 9 bilhões de dispositivos habilitados e conexões na IoT em 2017). Em 2022, as redes móveis darão suporte para mais de 8 bilhões de dispositivos móveis pessoais e 4 bilhões de conexões IoT globalmente. As conclusões são do relatório Cisco Mobile VNI, divulgado nesta terça-feira (19/2).

Segundo a atualização da previsão este ano, incluindo o período de 2017 a 2022, o tráfego nas redes móveis terá quase atingido a taxa anual de 1 zettabyte ao final do período analisado. Em 2022, o tráfego móvel representará quase 20% do tráfego IP global e chegará a 930 exabytes por ano. O número é aproximadamente 113 vezes mais que o tráfego móvel global gerado apenas dez anos antes, em 2012. No início da previsão do Cisco Visual Networking Index (VNI) da Cisco há mais de uma década, o tráfego móvel (ou celular) representava menos de 5% do tráfego IP total.

No Brasil, o tráfego móvel representará 21% do total do tráfego IP em 2022 no país – em 2017, ele representava 7%.

Usuários
As tecnologias móveis continuam conectando mais pessoas e coisas do que nunca. Em 2017, havia cinco bilhões de usuários móveis em todo o mundo, mas nos próximos cinco anos, esse número aumentará em meio bilhão, para 5,5 bilhões de usuários, o que representa cerca de 71% da população global. Até 2022, haverá mais de 12 bilhões de dispositivos móveis e conexões IoT (de cerca de nove bilhões de dispositivos móveis e conexões IoT em 2017). Até 2022, as redes móveis suportarão mais de oito bilhões de dispositivos móveis pessoais e quatro bilhões de conexões IoT.

Velocidade
A atualização das previsões também antecipa os esforços contínuos das operadoras móveis em todo o mundo para melhorar o desempenho da rede móvel. A velocidade média global da rede móvel aumentará em mais de três vezes, de 8,7 Mbps em 2017 para 28,5 Mbps em 2022. A velocidade média móvel varia significativamente de acordo com a localização geográfica, pois a adoção de 5G começa a aumentar em algumas regiões.

A média de velocidade da rede móvel no Brasil deve ser de 19,7 Mbps em 2022 contra a média de 5,7 Mbps em 2017. As velocidades médias da rede móvel variam significativamente de acordo com a localização geográfica, à medida que a adesão ao 5G começa a se intensificar em algumas regiões.

Conexões 2G, 3G, 4G, 5G e LPWA
Em 2017, as redes Low-Power, Wide-area (LPWA) responderam por 1,5% das conexões em dispositivos móveis/M2M; o 2G representou 34% das conexões em dispositivos móveis/M2M; o 3G foi responsável por 30% das conexões em dispositivos móveis/M2M; e o 4G, por 35% das conexões em dispositivos móveis/M2M.

Até 2022, globalmente, as redes LPWA responderão por 14% das conexões em dispositivos móveis/M2M; o 2G representará 8% das conexões em dispositivos móveis/M2M; o 3G será responsável por 20% das conexões em dispositivos móveis/M2M; o 4G, por 54% das conexões em dispositivos móveis/M2M; e o 5G será 3% das conexões em dispositivos móveis/M2M (cerca de 422 milhões de conexões 5G globalmente).

A projeção para o Brasil é que em 2022, a redes LPWA responderão por 6,9% da conexões móveis; 2G por 7%; 3G por 16,3%; 4G por 68% e 5G por 1,2% das conexões móveis.

5G
Em 2022, as conexões 5G representarão mais de 3% de todas as conexões móveis (mais de 422 de milhões dispositivos e conexões M2M em 5G no mundo) e responderão por quase 12% do tráfego móvel global de dados.

Em 2022, a conexão 5G média (22 GB/mês) irá gerar cerca de três vezes mais tráfego do que a conexão 4G média (8 GB/month).

Já no Brasil, haverá 4 milhões de conexões 5G em 2022 respondendo por 4,8% do tráfego móvel.

WiFi
Em 2017, o tráfego offload mensal (13 EB) excedeu o tráfego mensal móvel / celular (12 EB). E 54% do tráfego total de dados móveis foi descarregado; até 2022, 59% do tráfego total de dados móveis serão descarregados.

Em 2017 o Total de Tráfego IP (fixo e móvel) foi 48% com fio, 43% sem fio e 9% em dispositivos móveis. Já em 2022 o Total IP Traffic (fixo e móvel): será 29% com fio, 51% WiFi, 20% móvel.

Globalmente, o total de hotspots WiFi (incluindo pontos de origem) crescerá 4X de 2017 (124 milhões) para 2022 (549 milhões).

Zettabytes
“À medida que o tráfego móvel global se aproxima da era do zettabyte, acreditamos que o 5G e o WiFi irão coexistir como tecnologias de acesso necessárias e complementares, oferecendo benefícios-chave aos nossos clientes corporativos e provedores de serviços para ampliar suas arquiteturas”, disse Jonathan Davidson, vice-presidente sênior e gerente geral da Cisco.

No Brasil
Confira, em tópicos, as previsões para o país.

1 – O tráfego de dados móveis crescerá seis vezes no Brasil entre 2017 e 2022, uma taxa de crescimento anual composta de 45%. Chegará a 1,2 exabytes por mês até 2022 (o equivalente a 307 milhões de DVDs), acima dos 194 petabytes por mês de 2017.

2 – O tráfego de dados móveis atingirá uma taxa de execução anual de 14,7 exabytes até 2022, em comparação com 2,3 exabytes em 2017. E crescerá em 44,6% CAGR, 3,4 vezes mais rápido que o CAGR de tráfego IP fixo de 13,2% de 2017 a 2022.

3 – Portanto, o  tráfego de dados móveis será responsável por 21% do tráfego total brasileiro de IP (dados fixos e móveis) até 2022, ante 7% em 2017.

4 – O tráfego de dispositivos móveis por dispositivo de usuário final conectado por dispositivo móvel atingirá 5,0 gigabytes por mês até 2022, em comparação a 0,8 gigabytes por mês de 2017.

5 – O tráfego por conexão móvel (incluindo M2M / LPWA) atingirá 3,7 gigabytes por mês até 2022, acima dos 0,8 gigabytes por mês de 2017.

6 – O tráfego de celular por usuário alcançará 6,7 gigabytes por mês até 2022, acima dos 1,1 gigabytes por mês de 2017.

7 – O  tráfego móvel per capita atingirá 5,7 gigabytes por mês até 2022, acima dos 0,9 gigabytes por mês de 2017.

8 – Haverá 177 milhões (82% da população do Brasil) usuários móveis até 2022, acima dos 167 milhões em 2017. Um CAGR de 1,1%.

9 – Em 2017, o tráfego de dados móveis corporativos no Brasil cresceu 1,8 vezes, ou 83%. Para 2022, a previsão é de o tráfego móvel de negócios cresça 6,9 vezes. Um CAGR de 47%. Significa que o tráfego móvel para empresas atingirá 108 petabytes por mês até 2022, acima dos 16 petabytes por mês em 2017. Os negócios representarão 9% do tráfego de dados móveis do Brasil até 2022, em comparação com 8% no final de 2017.

10 – Já no mercado de consumo, o tráfego móvel cresceu 1,9 vezes em 2017, ou 92%. A previsão até 2022 é de que ele cresça 6,3 vezes. Um CAGR de 44%. Significa que o tráfego móvel do mercado de consumo chegará a 1,1 exabytes por mês até 2022, acima dos 178 petabytes por mês em 2017. O consumidor responderá por 91% do tráfego de dados móveis do Brasil até 2022, comparado a 92% no final de 2017.

Metodologia
O Cisco Mobile VNI Forecast inclui projeções e tendências globais, regionais e nacionais associadas a redes de rádio móveis (2G, 3G, 4G e 5G). O relatório completo inclui informações e análises adicionais sobre o crescimento do tráfego de dispositivos móveis, dispositivos/conexões móveis, IoT móvel para vários setores, adoção de IPv6 móvel, desempenho de rede móvel, descarregamento de WiFi de dispositivos/conexões celulares e preços em camadas móveis planos compartilhados).

A previsão completa do Cisco VNI para 2017 a 2022 depende de previsões de analistas independentes e dados de uso de rede reais. Com base nessa fundação, são colocadas em camadas as próprias estimativas da Cisco para o tráfego IP global e a adoção de serviços.

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