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Trabalhar melhor, lucrar mais: como o BI aumenta a eficiência operacional

Para 71% dos entrevistados para a pesquisa Business Intelligence (BI) Challenges and Priorities Survey, o aumento da eficiência está entre os principais fatores para incremento dos investimentos em tecnologia nos próximos anos. E, dentro disso, algumas soluções despontam, como os sistemas de Business Inteligence e os de CPM (Corporate Performance Management).

O tema é tão crítico que aparece no estudo até mesmo antes do aumento de receita e lucros – objetivo que, sem dúvida, é chave para muitas (se não todas) empresas. Mas por que isso acontece?

Em primeiro lugar, porque eficiência operacional é sinônimo de aumento ou redução de receita – se estiver em falta, este item pode reduzir significativamente a capacidade de um negócio de entregar seus produtos ou serviços, incorrendo no risco de diminuição de renda.

Neste sentido, a tecnologia de inteligência de negócios, com análise de dados e gerenciamento de desempenho corporativo, adentra o centro do palco para companhias de todos os tamanhos.

A questão é que esforços para expandir o processo de BI e análise de dados dentro das organizações podem levar anos, e este timing é uma das maiores preocupações para gerentes de BI e data warehousing ouvidos pelo levantamento já citado. Tal demora pode se dever a diversos aspectos – problemas de qualidade de dados, limitações internas de TI e a necessidade de mudar a cultura de usuários corporativos já acostumados a planilhas e outras ferramentas autônomas.

Mas não precisa ser assim: o BI pode ser implementado e gerido de forma a trazer resultados visíveis ao negócio em bem menos tempo. Com um rápido retorno sobre o investimento (ROI), inclusive.

A receita para isso está na maneira como tal ROI é calculado. A tecnologia de BI pode fazer a diferença para as organizações, por exemplo, ao promover a retenção de clientes lucrativos, ou ao manter seus estoques enxutos, sem dispêndios excessivos em compras ou perda de vendas por falta de produtos.

A premissa básica é que os gestores e analistas de TI busquem as justificativas embasados em argumentos factíveis, e que, no processo de convencimento para adoção do BI, colaborem para que os usuários corporativos “comprem” a ideia. Ter poder de análise de dados para prover insights proveitosos ao negócio é bom para todas as áreas, e, sem dúvida, é ótimo para os ganhos financeiros de qualquer empresa.

Na pesquisa que citei no início do artigo, 85% dos entrevistados afirmaram que suas companhias possuem pelo menos uma ferramenta de BI em uso, mas que há poucos anos este índice era muito menor. Além disso, 52% dos ouvidos afirmou que, diferente do cenário de alguns anos atrás, hoje utilizam diversas ferramentas de BI.

A motivação para todos foi unânime: benefícios potenciais do BI vistos pelo cerne da administração das empresas. Aprimoramento da tomada de decisões, melhoria dos processos de negócio, levando a melhorias no resultado final.

Se, por um lado, vencer a cultura de planilhas e criar um novo mundo de análise de dados fomentado pelo BI pode ser um desafio, por outro o ganho de eficiência operacional e a consequente melhora de KPIs como receita e lucratividade despontam como benefícios inexoráveis. Não é uma questão de se, mas de quando: aderir à tecnologia para inteligência de negócios é um dos imperativos das empresas atuais focadas no incremento da competitividade.

*Douglas Scheibler é CEO da BIMachine

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