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Título: Resenha da Computex 2011 ? III

O balanço final

A 31ª edição da Computex encerrou suas atividades na sexta-feira, dia três de junho de 2011, certa de que, mais uma vez, fez sucesso no cenário dos grandes eventos internacionais de tecnologia.

No dia seguinte seus organizadores reuniram a imprensa internacional para um balanço final em uma entrevista coletiva.

A entrevista foi aberta por Jeremy Hong, Diretor Executivo da TAITRA, que fez um balanço dos números da edição deste ano. O número de expositores apresentou um crescimento de nove porcento em relação ao da edição anterior, ultrapassando a marca de 1.800 empresas. Foram ocupados 5.300 estandes e o número somente não foi maior porque, embora com o acréscimo de um pavilhão aos quatro usados nos anos anteriores, os organizadores não conseguiram suprir a demanda total, que ultrapassou os seis mil estandes.

Não obstante, o número de exibidores internacionais chegou a 500, provenientes de 28 países e, somente eles, ocuparam mil estandes. E os mais de 120 mil visitantes deste ano vieram de 162 países, principalmente dos EUA com 12%, seguidos do Japão (10%), China Continental (6.2%), Hong Kong e Coréia (com pouco menos de 6% cada). Por continente, vieram principalmente da Ásia, como é natural (68%), seguida pela América do Norte (13%) e Europa (10%). Da América do Sul vieram 2%, o que pode ser considerada uma excelente porcentagem considerando a distância e as dificuldades da viagem. Afinal, 2% de cento e vinte mil são quase duas mil e quinhentas almas, um bocado de gente para atravessar três continentes.

Em seguida tomaram a palavra os responsáveis pela coordenação do evento, como Belinda Chen que se vê na foto acima, para fornecer detalhes sobre as atividades. E, entre eles, revelaram que este ano a Computex promoveu mais de mil encontros diretos entre os fornecedores e eventuais compradores, os já tradicionais “procurement meetings“, onde foram fechados negócios em um montante superior a quatrocentos milhões de dólares americanos ? enquanto a feira, em sua totalidade, promoveu negócios de mais de vinte e cinco bilhões de dólares americanos. Negócios que envolveram, principalmente, as estrelas da feira: dispositivos móveis e conectados sem fio, como tabletes e telefones espertos, tecnologia de imagens tridimensionais e computação em nuvem.

Como visitante já quase habitual, posso acrescentar que esta foi a melhor edição da Computex a que compareci. Que impressionou não só pela organização quanto pelo tamanho.

Porém, no que toca a tamanho, a coisa vai complicar já nas próximas edições. Pois ocorre que um dos jornalistas presentes à entrevista coletiva perguntou ao Sr. Jeremy Hong por que o número de expositores da China Continental foi menor que o esperado. Ele respondeu que, mesmo com a inclusão de um pavilhão adicional para ampliar a área destinada aos estandes, não houve espaço suficiente para fornecer o número de estandes solicitados. Mas que, visando atender a sempre crescente demanda, a TAITRA e a TCA, que organizam o evento, expandirão ainda mais a área da exposição. Segundo ele, já no próximo ano serão oferecidos quinhentos estandes adicionais e no ano seguinte mais quinhentos.

Diante disto, eu perguntei qual seria sua previsão para daqui a três anos, quando o segundo ? e também gigantesco ? pavilhão de exposições de Nangang estiver pronto e a Computex se concentrar apenas por lá, abandonando os quatro salões que ocupou este ano no Centro de Taipei.

Ele respondeu que para 2014 espera ocupar no mínimo sete mil estandes.

Sei não, mas se este ano, para conseguir cobrir os pouco mais de cinco mil, quase botei os bofes pela boca (ainda se usa esta expressão?), imagino o que será do pobre coitado que se dispuser a cobrir a Computex 2014.

Porque eu, certamente, não vou dar conta…

B.Piropo

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