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TIM fechará 2010 com 938 projetos de TI

Em um passado não muito distante, o departamento de tecnologia comandado por Maurício Cascão privilegiava a velocidade na entrega de aplicações. O foco mudou (mas não muito). Além da agilidade, o CIO da TIM Brasil ganhou a missão de crescer os níveis de qualidade dos sistemas acoplados ao negócio.

“O mercado de telecom não é um jogo que você faz manualmente”, comenta o profissional alçado ao comando das estratégias de TI da operadora há cerca de seis meses. A observação destaca a importância da tecnologia em uma vertical com grande demanda por inovação vinda da área de marketing para a formatação de produtos e promoções e de esforços para melhorar o atendimento.

Para se ter uma ideia, a área de tecnologia da telco abriga aproximadamente dois mil funcionários de tecnologia (entre próprios e terceirizados), possui 1.750 servidores, roda 180 aplicações e tem capacidade de armazenamento de 3,1 petabytes de informações.

Outro dado impressionante reside no volume de trabalho. “Temos em torno de mil projetos por ano”, comenta, citando uma média de 250 iniciativas que tradicionalmente ocorrem concomitantemente. O número exato de ações de TI previsto para 2010 é de 938. “Todo dia sistemas são modificados”, dimensiona.

Um dos esforços mais marcantes dos últimos meses tocou a atualização da plataforma de cobrança (billing) provida pela Orga Systems. “Trata-se de um projeto estrutural”, define o executivo que nos últimos três anos liderou a área de inovação tecnológica da operadora. A iniciativa enfrentou alguns contratempos e atrasos de entrega. Mas, segundo a operadora, o sistema já está estabilizado.

Outra iniciativa diz respeito a entrada em produção, em agosto, de um processo de transformação da infraestrutura. “Optamos por reinventar o modo de operação. Mudamos o modus operandi”, estabelece o CIO, comentado que trata-se de um esforço da ordem de um ano e mexe com a vida de 600 colaboradores.

“Não conseguíamos mudar com melhorias pontuais. Preciso falar de negócios e serviços. Estamos revendo o tecniquês”, diz Cascão, para completar: “A segunda parte da mudança atacará a parte de desenvolvimento para não colocar em produção aplicações com problemas”.

A segunda parte da declaração do executivo reflete a urgência de colocar no ar aplicações demandadas pelas áreas de negócio para ações pontuais e melhorar a posição da organização no mercado. “Passamos por um momento de dificuldade e virada no mercado”, reconhece o executivo, dizendo que agora o foco é qualidade.

Ao longo de 2010, a tecnologia da companhia também conduziu projeto de vocalização e dinamização da arquitetura de atendimento (URA) e fatura eletrônica (que deve começar a rodar ainda esse ano). O departamento também participa de um esforço de multicanalidade.

Unindo equipes

De acordo com o executivo, a infraestrutura tecnológica da Intelig já está sob responsabilidade do CIO. O time também já foi absorvido. Em 1º de janeiro, a empresa que surge da integração começam a rodar o software de gestão empresarial (ERP) padronizado da SAP, utilizado por cada uma das operadoras antes da compra.

“Tem margem para alguns sistemas consolidados enquanto para outros, não”, avalia Cascão sobre a base sistêmica da empresa que emerge da fusão. Em sua visão, a Intelig amplia pouca coisa o volume de softwares utilizados pela operadora móvel. “Mais importante que mudar plataformas, queremos posicionar a estratégia”, afirma.

O posicionamento revela a importância nas rotinas do departamento de tecnologia da TIM Brasil de atender requerimento de negócios, priorizando projetos ou que agreguem retorno rápido ao negócio ou agregue qualidade a oferta.

Sobre o orçamento em tecnologia, Cascão prefere não detalhar, mas concorda que os recursos da área giram na casa de 6% do faturamento da operadora, que foi da ordem de R$ 18 bilhões, em 2009.

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