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TI precisa atentar-se às mudanças com olho no futuro

Quantos de vocês provêem os próprios serviços médicos, constroem os próprios aviões, geram a energia para suas casas ou mesmo plantam o que fará parte do café da manhã? As organizações de TI estão provendo a TI acreditando que podem oferecer tudo para suas empresas. Em alguns casos estão certos, mas, em outros, não. Essas expressões integraram a abertura da palestra de William Snyder, vice-presidente de pesquisa do Gartner, sobre os desafios para o futuro da TI.

Para o especialista, os departamentos de TI competem diretamente com outsourcing, por exemplo, mas, alerta, para outros obstáculos, como as novas tecnologias que precisam ser entendidas e dominadas, a exemplo de cloud computing. “Seus usuários estão preocupados com o que acontece no data center? Ninguém quer saber até que não funcione. Essa é a perspectiva do usuário corporativo. Isso é processo de negócio e não TI pura”, indaga Snyder.

O VP do Gartner chama a atenção ainda para pressões exercidas pelas áreas de negócios questionando o custo da TI, a existência de padrões rígidos demais, a demora em rodar sistemas, linguagem técnica, entre outros pontos. Será que os CIOs têm respostas para tudo isso? Snyder entende que a maioria olha a TI com a ideia de custo e que, sem conseguir provar o real valor do departamento, esse pensamento será uma constante.

“Eles demandam disponibilidade e não querem gastar tanto dinheiro. E como reduzir os custos? Um dos desafios que enxergamos é ausência de recursos para projetos. Os usuários sempre querem prioridade”, alerta. Para o especialista, a saída está em entender e aplicar novos modelos tecnológicos no dia a dia para lidar com essas situações.

Snyder fez separou TI velha e nova da seguinte forma: velha (atua como algo interno, com bagagem do passado, complexa, mix de produtos sem padrão, custos proibitivos, adoção lenta e barreiras para novas coisas); nova (na era da nuvem e SaaS, não tem legado, é padronizado, pré-otimizada, adaptação rápida e em tempo para geração de valor).

Além de recomendar entender esse estado de futuro, o VP aconselha um acompanhamento de perto dos fornecedores e um foco em como a combinação dos serviços (internos e externos) será entregue. Para ele, é extremamente importante também que os CIOs adquiram novos conhecimentos, como de contabilidade e finanças. “Eles precisam entender de custo, finanças e contabilidade. Precisam dessa habilidade para viver nesse novo tempo. Se você entende, atenderá aos anseios.”

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