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TI da Celulose Riograndense se prepara para grandes desafios

Há alguns anos a Celulose Riograndense, hoje parte do grupo chileno CPMC, passou por um grande desafio. A unidade, antes pertencente à Aracruz, foi vendida pouco tempo depois da fusão com a Votorantim Papel e Celulose para formação do que hoje é a Fibria, uma grande operação de mercado que aconteceu em 2009. Para se tornar uma empresa independente, a unidade localizada em Guaíba (RS) precisou espelhar sistemas, aplicar processos e migrar tudo que estava no data center dos antigos donos para outro espaço e tudo em tempo recorde. Essa fase está superada. Agora, o departamento de TI, que conta com muitos nomes do time que fez a migração, tem outra missão pela frente: ampliar a infraestrutura para suportar a estratégia de crescimento da empresa.

Para isso, a aposta, como explica Rafael Gonçalves, especialista da área de infraestrutura de TI da CPMC Celulose Riograndense, conta que a TI vem trabalhando em duas frentes: uma de estudo continuado para ampliação do DC ? com servidores virtualizados, plano de recuperação de desastres, entre outros pontos. Hoje, a empresa conta com apenas um data center. ?A produção deve sair de 450 mil toneladas ao ano para 1,8 milhão de tonelada, isso mais que triplica a produção. Nossa infraestrutura atual é para 450 mil toneladas e não falo só de PCs e telefonia, mas de DC, plano continuado. Hoje se ficamos sem sistema, tem determinado impacto, para ampliar a produção, tudo muda.?

Os processos lá parecem ser muito bem organizados, uma cultura que eles herdaram do Grupo Votorantim e, em partes, da Aracruz. Para qualquer grande mudança, há um estudo, elaboração de ante-projeto, do projeto e um acompanhamento com o pós-projeto. ?Num plano como esse, por exemplo, a estrutura dá uma inchada. Muita gente deve vir trabalhar com a gente.?

O gerente reconhece que, sem os processos herdados dos antigos donos, muita coisa seria difícil de realizar. Já que para ser ágil e estratégico é preciso boa organização, sobretudo, quando a equipe não é tão grande ? por lá, são menos de dez pessoas contratadas. Uma das formas de deixar isso bem organizado e documentado, pelo menos em TI, é adotar ferramentas adequadas. Na Celulose Riograndense, eles utilizam o Qualitor, software da brasileira Constat que tem desde módulo para organizar e documentar o suporte, até uma espécie de BI. ?Todos os nossos indicadores saem dele, não queríamos manipular nenhum tipo de dado.?

A maturidade com o uso da solução já faz com que outros departamentos se interessem por sua aplicação. Hoje, além da TI, o Qualitor é utilizado pela área de manutenção predial. Qualquer pedido que um funcionário precise fazer e que esteja relacionado à manutenção, como troca de luz, passa pelo sistema. Com isso, o atendimento tornou-se mais eficiente e, os colaboradores, mais satisfeitos com tempo de resposta. A TI da companhia usa a plataforma desde 2010, a área de manutenção começou neste ano. Assim, aos poucos, eles vão consolidando todos os processos em uma única ferramenta.

Pelo andar das coisas, existe uma possibilidade de a ferramenta brasileira cruzar a fronteira e ser adotada em outras empresas do grupo chileno que adquiriu a Celulose Riograndense. Mas como nada está confirmado, nenhum detalhe adicional foi compartilhado.

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