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Telefônica quer regras para vender triple play

Fernando Xavier Ferreira, presidente da Telefônica, ressalta o interesse de participar do leilão WiMAX e de adquirir licença de distribuição de conteúdo via satélite, solicitada antes de julho à Anatel, para oferecer voz, TV e banda larga ao mercado brasileiro.”O Brasil precisa rever suas políticas porque a regulamentação, neste momento, é uma arma poderosa para inovação da oferta, universalização de serviço e estímulo a novos investimentos”, observa Ferreira. Ele acrescenta que é um erro terrível do governo deixar de lado empresas que já investiram em torno de R$ 100 bilhões na construção do único sistema de telefonia existente no País na hora do upgrade.Veja especial completo da Futurecom aqui.O discurso do presidente da Telefônica deixa claro o caminho que as concessionárias enxergam como isonômico e propício à competição: abrir as portas para as concessionárias também vender TV e banda larga via Wi-Max, além dos serviços que já oferecem baseados na única infra-estrutura de telefonia do setor.”Não se faz concorrência por deixar alguém fora do jogo”, proclama. Ele ainda apresentou, durante sua assediada palestra realizada nesta terça-feira, 03/10, na Futurecom, em Florianópolis (SC), vários exemplos internacionais de incumbents que exploram o serviço de TV paga e investiram em plataformas baseadas na tecnologia WiMAX com objetivo de reforçar o caminho que a Anatel e o Ministério das Comunicações “devem” seguir na revisão do modelo adotado para o setor no País.O discurso enfático do presidente da Telefônica acontece porque a Anatel tentou, sem resultados, impedir as concessionárias de participarem do leilão WiMAX em suas áreas de concessão. Isso porque a nova tecnologia permite às operadoras a criarem uma rede paralela à tradicional plataforma TDM, que detém a capilaridade do sistema de telefonia. Detalhe: com baixo custo.O presidente da Anatel, Plínio Aguiar, chegou a retratar a atual plataforma como “unimídia” – uma única plataforma para oferta de múltiplos serviços. Ferreira, entretanto, afirmou que restrições temporárias são aceitáveis, mas ficar fora do jogo jamais.Mas não é só o WiMAX que as operadoras visam em seus planos de negócios. Vender TV também está na meta da Telefônica, que este mês iniciou um piloto com a AstralSat para o desenvolvimento de um produto que seja mais adequado ao público da operadora, já que a parceria com a Sky não se mostrou tão interessante e foi descontinuada antes do lançamento. * Enviada especial do IT Web e InformationWeek Brasil a Florianópolis (SC). A jornalista viajou a convite da Juniper. 

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