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Telefônica explica pane na internet em SP

O CPqD vai analisar a falha ocorrida em um roteador da rede MPLS da Telefônica, que causou a interrupção do serviço de internet da operadora entre a quarta e quinta-feira da primeira semana de julho. Segundo explicou o presidente da telco, Antonio Carlos Valente, o equipamento, localizado em Sorocaba (SP), gerava uma figura de autenticação falsa no roteamento dinâmico da rede. O aparelho está isolado e o laudo técnico deve ficar pronto em dez dias.

A rede de transmissão de dados da Telefônica é composta em 45% pela tecnologia frame-relay, e o restante em MPLS. Juntas, as duas redes têm 75 mil circuitos, dos quais cerca de 36 mil foram afetados pela pane. Fontes do IT Web afirmam que 75% da rede MPLS da Telefônica é fornecida pela Cisco, que já negou seu envolvimento no problema. Entre outros fornecedores de equipamentos estão a Juniper e a Huawei.

Desde o meio dia da quarta-feira (02/07), a empresa já percebia instabilidades na rede. Para encontrar o problema, Valente contou que a Telefônica dividiu a rede em segmentos e foi isolando um a um em busca da origem. Às 20h30 da quinta-feira (03/07), a equipe técnica apurou que não havia falha na região metropolitana de São Paulo, no litoral paulista, além das regiões de Jundiaí e São José dos Campos, e o serviço voltou à normalidade nestes locais. Às 23 horas, a instalação de Sorocaba foi identificada e isolada e a conexão, totalmente reestabelecida.

Os técnicos ainda não entendem como um problema em um ponto baixo da rede não foi detectado pelos sistemas de maior hierarquia na rede. “Não havia nenhum projeto especial em andamento, apenas a manutenção e atualização regulares”, acrescentou Valente. Pelo local onde o problema aconteceu, o executivo não acredita na hipótese de ataques externos. Mas não descarta falha humana, como a inserção de um código errado.

Consequências

Valente acredita que a Telefônica não sofrerá a multa máxima da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), calculada em R$ 50 milhões. “Em todos os momentos a entidade foi informada, inclusive havia técnicos seus trabalhando na apuração”.

Quanto aos clientes, a Telefônica dividiu os afetados em quatro grupos: instituições públicas, grandes empresas, residenciais e clientes dos clientes. Valente informou que a companhia possui cerca de sete mil grandes contas corporativas, e que a metade foi atingida.

A empresa está estudando medidas de compensação aos clientes dos clientes; para os usuários corporativos, trabalha na definição do tempo em que o serviço ficou indisponível, que não será cobrado; e as contas corporativas podem não ter ressarcimento financeiro, que seria substituído por pacotes de serviços

Leia mais sobre a pane na Telefônica que deixou São Paulo sem internet. 

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