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Tecnologia melhora trabalho, mas aumenta estresse

Os “trabalhadores conectados”, aqueles que usam internet e e-mail com frequência no ambiente de trabalho, percebem a tecnologia como um benefício confuso, segundo estudo da  Pew Internet & American Life Project.

Para 62% dos norte-americanos adultos empregados, 62% qualificam-se como “trabalhadores conectados”, termo cunhado pelos pesquisadores da Pew.

Os trabalhadores conectados são mais propensos do que a média da poopulação adulta dos Estados Unidos a possuir um celular (93% contra 78%); têm maior tendência a ter um computador (85% contra 65%); são mais passíveis de ter um notebook (61% para 39%); e também de carregar um BlackBerry, Palm ou outro smartphone – 27% contra 13%.

Enquanto estas pessoas reconhecem a flexibilidade que tal parafernália lhes proporciona, “muitos trabalhadores dizem que estes gadgets também trazem estresse e novas demandas para suas vidas,”, diz o estudo.

Para elaborar esta conclusão, os pesquisadores da Pew usaram respostas colhidas entre “trabalhadores conectados e disponíveis”, um grupo que a empresa define como 96% dos adultos empregados que estão de alguma forma fazendo uso de novas tecnologias de comunicação – tanto por navegar na internet, usar e-mail ou ter celular.

Por um lado, 80% dos funcionários conectados e disponíveis dizem que estas tecnologias tornam seu trabalho mais fácil, 73% apontam maior facilidade de compartilhar idéias e 58% reconhecem como flexibilidade das horas de trabalho.

Mas 46% dos entrevistados dizem que as tecnologias de comunicações aumentam as demandas de horas de trabalho, 49% deles afirmam que intensificam o estresse relacionado à profissão e 49% dizem que fica mais difícil se desconectar do trabalho em fins de semana.

Apesar de os funcionários reprovarem a intrusão do trabalho em sua vida pessoal, eles também levam atividades domésticas para a empresa. Entre os profissionais que possuem contas de e-mail particulares, 54% deles dizem que checam o webmail durante a jornada do trabalho, e a maioria o faz diariamente.

O estudo também mostra uma aparente correlação entre trabalhar em casa e maiores salários. “Mais de dois terços (69%) dos trabalhadores que ganham US$ 75 mil por ano ou mais dizem que trabalham de casa pelo menos em algum momento; um em quatro o fazem diariamente ou quase todos os dias”, diz a pesquisa. “Em comparação, apenas 30% dos recebem menos de US$ 30 anuais trabalham em casa e 12% o fazem todos os dias”.

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