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Tecnologia é o motor do marketing daqui em diante

A mobilidade vai ditar as regras do marketing do futuro ? e elas envolvem entregar mais poder ao consumidor, desenvolver a habilidade de conversar com ele e exterminar de vez a mentira e as armadilhas como integrantes do discurso publicitário. A advertência do futurista e blogueiro Gerd Leonhard, autor de O Futuro da Música e Music 2.0, que esteve no Brasil e foi um dos destaques do MMA Latam Forum, promovido pela Mobile Marketing Association em São Paulo.
A base para o novo marketing é a tecnologia. Segundo ele, tendências como o fim das telas sem interatividade ? sejam TVs, relógios ou painéis de aeroportos ?, a vida na nuvem, a capacidade de socialização digital na ponta da mão do consumidor e a enxurrada de dados disponíveis sobre ele serão as realidades a serem levadas em conta daqui para a frente. Em cinco anos, lembrou Leonhard, 90% de todo o tráfego de Internet acontecerá em dispositivos móveis em e 50 bilhões de dispositivos estarão conectados uns aos outros.
Ao traçar o panorama de tendências para o período dos próximos três a cinco anos, Leonhard observou a situação privilegiada do Brasil para absorver as mudanças. A adoção massiva dos aparelhos móveis e o aguardado barateamento de tablets fez o consumidor queimar uma etapa e entrar de cabeça na interatividade móvel. O brasileiro adora conversar e São Paulo é a capital mundial do Twitter. ?As empresas devem aprender a conversar e a estar presentes no agora, no momento em que o consumidor quiser interagir com ela?, indicou. Hoje, segundo ele, em um ambiente 2.0 em que o compartilhamento em tempo real já se tornou costumeiro, a publicidade deve ser compreendida como conteúdo cross media, o marketing como curadoria e a mentira não tem mais espaço. ?As empresas precisam estar preparadas para falar a verdade e, quando errarem, se desculparem rapidamente. O Twitter será a próxima CNN.?
De acordo com ele, o marketing móvel é o mais eficiente, frente à fragmentação da mídia, para promoção e vendas, com capacidade de otimizar alcance, comunicação viral, atingimento e customização ? seja por perfil, seja por localização. ?Se a pessoa gostar de sua marca, comprará e pagará pelo mesmo aparelho?, antecipa. A realidade aumentada, a combinação de mobile e vídeo (?matadora?, diz ele), a utilização e sincronização de dados direcionarão as mudanças daqui para a frente. Neste ambiente, entretanto, a falta de permissão será letal. ?Precisa haver acordo. A privacidade é uma troca e o usuário precisa saber o que receberá pelos seus dados?, afirma.
 

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