Tecnologia da Asaas mantém vivo Corpo de Bombeiros Voluntários

A crise financeira colocou em risco a continuidade da operação do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, uma organização centenária de Santa Catarina, mantida essencialmente por doações de cidadãos e empresas. Muitos contribuintes decidiram cortar as doações mensais que ajudam a manter vivo o grupo, que existe há 125 anos. A gestão de pagamentos em cloud da Asaas apagou esse incêndio.

De acordo com Matheus Cadorin (foto), diretor-executivo do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, foram perto de mil colaboradores periódicos que deixaram de ajudar com valores que variam entre R$ 10 e R$ 15 por mês. O abandono do repasse foi sentido e a saída para reparar o quadro aconteceu por meio da tecnologia para lembrar os “inadimplentes” da necessidade de manutenção da ajuda.

O sistema de gerenciamento de pagamentos, baseado em nuvem, desenvolvido pela Asaas, reduziu em 50% o número de contribuintes que havia suspendido as doações. “Desde o início da parceria, em janeiro de 2016, os atrasos caíram dos 4,5% para menos de 1% dos mais de 20 mil cadastrados”, revela Cadorin.

Ele explica que o sistema permite automatizar a cobrança, evitando que o doador esqueça de pagar a mensalidade. Os lembretes são enviados por mensagens eletrônicas antes e depois da data de vencimento, sempre convidando o cidadão a voltar a contribuir.

O processo permitiu inclusive que integrantes do Corpo de Bombeiros Voluntários pudessem ser realocados em funções mais relevantes para a administração da estrutura, já que não há mais a necessidade de mantê-los na tarefa de ligar para os moradores cobrando os valores.

Desafios superados

Antes da adoção da tecnologia, era preciso ligar para dezenas ou até centenas de contribuintes “inadimplentes” com valores de ticket médio de R$ 10,00. “Isso tomava muito tempo e o resultado, por melhor que fosse, não era tão expressivo. Hoje, o sistema faz isso automaticamente e o funcionário responsável pelas ligações agora foca na busca por novos contribuintes”, diz Cadorin.

Um dos desafios era que muitos dos contribuintes possuem mais de 50 anos, então a preocupação era que quando recebessem o novo boleto, poderiam ficar desconfiados. A estratégia foi personalizar as informações do e-mail, comunicando a mudança, antes do envio dos documentos.

União de esforços

A área Financeira trabalhou integrada com a de tecnologia da Asaas para a construção de um projeto mais assertivo. Segundo Cadorin, foram realizadas reuniões com o time da Asaas para atender às necessidades específicas do projeto.

Ele destaca que o Financeiro precisou demonstrar os detalhes da entrada de recursos para que a transição fosse a mais tranquila possível aos contribuintes. “Mas o Executivo e o Administrativo também participaram para enriquecer as informações sobre doadores, obter aprovação da diretoria para integração da solução e aplicar o sistema sem resistência para ambos os lados”, relata.

De acordo com o CMO da Asaas, Diego Contezini, para reduzir custos, o sistema permite ainda que associações e organizações não governamentais (ONGs) emitam boletos bancários por uma taxa inferior à praticada pelos bancos. Ele diz que enquanto as instituições financeiras tradicionais costumam exigir o pagamento de até R$ 12 por guia, os mesmos documentos, quando emitidos via software, custam 15% desse valor.

Contezini acrescenta que o empenho na parceria foi além da solução. “Buscávamos apoiar a instituição, por ser uma importante organização sem fins lucrativos para a nossa cidade. Fomos bastante além do ‘fazer acontecer’ e graças a muito apoio de todos os fornecedores, conseguimos minimizar significativamente a ‘inadimplência’.”

“Hoje, com a taxa de inadimplência abaixo de 1%, sugerimos a todos os fornecedores que precisam emitir boleto, que usem o sistema. Assim, estendemos o sucesso dos nossos resultados”, finaliza Cadorin.

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