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TBA nega envolvimento em operação Caixa de Pandora

A integradora TBA nega participação na Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela Polícia Federal com a intenção de coletar provas sobre suposta distribuição de recursos ilegais à base aliada do governo do Distrito Federal. Em nota, a prestadora de serviços de TI afirma que “o grupo TBA não faz parte das empresas investigadas e repudia os eventuais danos de imagem que possam advir dessas especulações”.

O grupo TBA, no entanto, é uma das empresas de TI que apareceriam no inquérito. Em depoimento ao Ministério Público Federal, o ex-secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal, Durval Barbosa, teria denunciado a TBA. Barbosa afirmou que a empresa teria pago 50 mil reais para o governador  José Roberto Arruda (DEM). O dinheiro seria para pagar as despesas pessoais do governador e teria sido obtido pela empresária Cristina Boner, proprietária da TBA, em troca de benefício em contrato de fornecimento de software.

Outras quatro empresas de TI que prestam serviços ao governo do DF são denunciadas no processo do Supremo Tribunal de Justiça: Infoeducacional, Vertax, Adler e Linknet. Segundo o documento, elas “repassam ao esquema criminoso os 600 mil reais e estão sendo rastreadas pela Polícia Federal”.

O documento menciona o envolvimento de três pessoas físicas com essas empresas. Duas delas teriam participação no repasse de parte dos 600 mil reais a representantes do governo do DF. José Luiz Vieira Valente, secretário da Educação de Arruda, teria recebido 60 mil reais da Infoeducacional. Já Gilberto Lucena, um dos proprietários da Linket, teria encaminhado 34 mil reais a Duval.       

Procurada pela reportagem da Computerworld, a Infoeducacional, empresa mineira que desenvolve soluções para educação, informou que não comenta o assunto. “Não temos conhecimento do processo ainda”, justificou o advogado da companhia, Leonardo Coelho do Amaral. As demais envolvidas não se pronunciaram sobre as acusações.

A operação
A operação Caixa de Pandora foi deflagrada na última quinta-feira (27/11) pela Polícia Federal, que cumpriu 29 mandados de busca e apreensão em Brasília, Goiânia e Belo Horizonte. Esses mandados foram expedidos pelo ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de da PF, solicitado pelo Ministério Público Federal.

As investigações apuram indícios de pagamento de recursos a servidores do governo do DF por empresas que mantinham contrato com a administração de Arruda. Foram apreendidos computadores, mídias e documentos. Todo o material está sendo avaliado pela PF e será encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça.

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