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Symbian e MeeGo não terão vida longa

O Symbian e o Meego, os dois sistemas operacionais da Nokia antes do acordo de parceria com a Microsoft, não terão vida longa, segundo o gerente de produtos da Human Mobile, Gabriel Brigidi. De acordo com o especialistas, as plataformas precisariam de um vasto trabalho de atualização para que conseguissem se igualar as plataformas que estão no mercado atualmente.

Mas qual será o impacto dessas mudanças todas que começam a ser concretizadas para os consumidores? Quem vai sair prejudicado?

“O Symbian é passado, não é futuro independentemente de onde ele esteja. Passá-lo para a Accenture foi uma tentativa da Nokia de não matar, ela própria, a plataforma. Essa parceria com o Windows Phone acaba sendo melhor caminho para ela, qualquer coisa fora disso pode atrapalhar a empresa”, afirmou Brigidi,

Brigidi explicou que, pelo que é divulgado nos comunicados, a Accenture poderá continuar com os esforços no sistema operacional até quando achar necessário. “Fica muito claro que a vida do Symbian não será muito longa. Claro que a Accenture pode se beneficiar disso [da plataforma], fortalecer a área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e alavancar alguns segmentos que ainda o utilizam, como forma de melhorar o desempenho de algumas soluções.”

Por este motivo, ele indica que o cliente pense duas vezes antes de adquirir celulares com esse sistema operacional. “Existem aparelhos melhores que têm o incentivo das operadoras para serem comprados pelo consumidor final”. A Accenture não vai inovar a plataforma”, afirmou. “Para as empresas, dependendo da estratégia e do problema de negócios que ela quiser resolver, a plataforma pode ainda ser interessante e, neste cenário, a Accenture pode auxiliar”.

O fato de perspectivas apontarem que não haverá grandes atualização da plataforma no futuro tende a deixála obsoleta. “Hoje as funcionalidades deixaram de ser suficientes para os usuários, elas já não atendem mais às necessidades.”

MeeGo

A situação do MeeGo é bem semelhante à do Symbian. A plataforma, abandonada pela okia e que agora está nas mãos da Intel, tende a ter um final próximo. “A própria MeeGo sinaliza que o projeto terminou. Ele durou um ano e meio. O que os responsáveis comunicam é que o código continua na comunidade, mas ele não será mais evoluído. Até a metade de 2012 as atividades devem ser encerradas.”

Isso porque agora os esforços serão migrados para o Tizen, uma plataforma móvel criada pela Linux Foundation, em parceria com a Samsung e a Intel, que “explora melhor os benefícios de HTML5”. De acordo com Brigidi, “o MeeGo não nasceu mobile, ele foi adaptado, já o Tizen nasceu com isso”.

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