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Supercomputador Jaguar pode superar IBM como mais rápido do mundo

Quase cinco meses após o Roadrunner da IBM se tornar o computador mais rápido do mundo, a última atualização do XT Jaguar, da Cray, pode destroná-lo na semana que vem.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciou esta semana que a última implementação de seu supercomputador XT Jaguar, que fica no Laboratório Nacional Oak Ridge, atingiu um pico de desempenho de 1,64 petaflops ou mais de um quadrilhão de cálculos matemáticos por segundo.

Em junho, o Roadrunner da IBM atingiu uma velocidade sustentada de 1.026 petaflops e algumas semanas depois foi oficialmente coroado como o computador mais rápido do mundo pela lista semestral Top500 dos supercomputadores.

O Roadrunner foi a primeira máquina a atingir a barreira dos petaflops e observadores da indústria disseram que outras empresas, como a Cray, estavam também próximas à atingir a marca dos petaflops.

Steve Scott, chefe de tecnologia da Cray, disse ao Computerworld dos Estados Unidos que o mundo descobrirá na próxima semana se o XT Jaguar, que roda um sistema operacional baseado em Linux, capturou ou não o título de computador mais rápido do mundo, quando a próxima lista Top500 for revelada, na terça-feira (18/11).

Ele apontou que, enquanto a máquina da Cray pode ter ultrapassado os números da Roadrunner desde junho, a próxima máquina da IBM pode ter sido atualizada desde então.

O supercomputador da Cray tem atualmente 362 terabytes de memória e sistema de arquivo de 10 petabytes. Durante este tempo, os engenheiros incluíram 200 gabinetes, subindo para 284 em relação a versão anterior. Cada gabinete pode abrigar 192 chips AMD quad-core Opteron. No total, a máquina roda com 45 mil chips quad-core que representam  até 180 mil processadores.

“O Jaguar é uma dos maiores ferramentas de avanço na ciência e engenharia. Ele irá permitir que pesquisadores simulem processos físicos numa escala nunca vista antes. Computação avançada será o terceiro pilar das descobertas científicas, juntamente à teoria e experiência”, declarou Raymond Orbach, subsecretário de Ciência do Departamento de Energia.

O Jaguar é dedicato à pesquisa aberta, ou seja, cientistas de universidades, empresas, governos e organizações sem fins lucrativos poderão usar seu poder computacional em seus projetos.

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