Em um cenário de saturação de oferta de novos apps, os superapps surgem para melhorar a experiência dos usuários, principalmente daqueles que ainda esbarram em desafios tecnológicos, como limitação de memória dos aparelhos e de envio e recebimento de dados.
A discussão aconteceu no painel “É a Morte dos Apps? Superapps Surgem”, no último dia do IT Forum X, onde especialistas do setor traçaram um panorama do mercado atual e trouxeram previsões do que pode ser o futuro deste tipo de serviço.
Antônio de Carvalho, product manager da Méliuz, afirmou que hoje o usuário já trabalha com um ecossistema de aplicativos confiáveis e que essa característica pode definir o futuro dos apps.
“Tem um monte de estabelecimento criando aplicativos próprios que dão desconto, mas para isso eu preciso ter vários apps no celular. O melhor então é ter um só do que sair instalando diversos aplicativos, que serão desinstalados assim que a memória do aparelho encher”, diz Carvalho.
Quem trouxe essa realidade sobre os usuários foi Livia Chanes, diretora do iti Itaú, um superapp de pagamento que será lançado em breve. Chanes relembra que a maioria dos usuários tem limitações técnicas e é taxativa quando o assunto é a criação de novos apps.
“Estamos com uma saturação de aplicativos há alguns anos. Oferecemos diversos produtos e discutimos se é interessante ter um aplicativo para cada um deles. Por fim, as pessoas querem um aplicativo que atenda todas as suas necessidades”, afirma a diretora.
Porém, pode ser que essa mudança ainda se dê em um prazo mais longo. É o que acredita João Fernandes, CCO da Singu. “Não acredito que os aplicativos vão acabar amanhã, porque os superapps precisam aprender a crescer de forma saudável e pensar em novos modelos de negócio diante da concorrência”, pondera Fernandes.
Participaram do painel também Pedro Meduna, country manager do Cabify, que também acredita que os superapps são o futuro. A mediação ficou por conta de Igor Lopes, cofundador do Transformação Digital.
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