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Stefanini: planos ambiciosos rumo à consolidação internacional

A Stefanini almeja a consolidação internacional. Isso foi o que afirmou o CEO global da empresa, Marco Stefanini, nessa segunda-feira (14/12) em conversa com jornalistas. A companhia está investindo fortemente em outros locais ao redor do mundo, com ofertas em 35 idiomas e presença em 37 países, sendo Cingapura a novidade mais recente – além da inauguração do primeiro escritório na região, a companhia abriu um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), com foco em analytics.

Para Stefanini, o investimento da empresa na Ásia renderá frutos no longo prazo. O executivo deixou claro que os mercados maduros, como EUA e Europa, têm peso maior para a companhia do que Índia ou China, por exemplo, mas Cingapura tem movimento estratégico por trás do investimento, que conta também com duas parcerias: Agência para Ciência, Tecnologia e Pesquisa (A*STAR) e a Singapore Management University (SMU).

O CEO acredita que a região se tornará madura em pouco tempo. “Por isso, temos de estar preparados e já consolidar nossa presença no local”, afirmou. Além do país asiático, a companhia também possui centros de inovação nos Estados Unidos, Romênia e Brasil.

Do faturamento da empresa, pouco mais da metade, como afirmou Stefanini, corresponde às operações internacionais – sendo a Europa a região com mais representatividade, alcançando crescimento de 20% no último ano. “A meta é expandir cada vez mais”, contou. “Continuaremos nesse caminho de expansão orgânica, respaldado por aquisições.”

Para este ano, a empresa prevê faturamento de R$ 2,6 bilhões, equivalente a 11% de crescimento com relação ao ano anterior – o ano fiscal da companhia se encerra em fevereiro de 2016.

Completando o portfólio
A Stefanini realizou diversas aquisições no último ano, com o objetivo de ampliar a gama de ofertas disponíveis para indústria, telecomunicações, tesouraria e varejo. “Já temos massa crítica. Então, queremos realizar aquisições para agregar mais ao nosso portfólio”, disse o presidente, afirmando também que o intuito é sempre trazer valor ao serviço e ajudar na transformação dos negócios dos clientes.

Em fevereiro, a Stefanini anunciou a fusão com a IHM Engenharia, empresa de automação com sede em Belo Horizonte, responsável por gerenciar projetos industriais multidisciplinares em diversos segmentos como mineração, siderúrgica, química, papel e celulose, agronegócios, alimentos, automotivo, energia, e óleo e gás.

“A IHM é uma empresa consistente no setor industrial e poderá ajudar a Stefanini a levar suas ofertas para outras verticais”, relatou o executivo, que espera estender a parceria para outros países.

Com a Capital Market, a empresa passou a oferecer soluções que vão da originação de crédito à consultoria, banking operation e gerenciamento de backoffice. A ideia é se tornar referência no fornecimento de sistemas de tesouraria.

Em junho, a integradora entrou no ramo de telecomunicações com a Inspiring, sob liderança de João Mota, ex-presidente da Portugal Telecom Inovação Brasil. A proposta desse novo braço da empresa é se tornar um centro de excelência e inovação, que busca agregar valor às relações entre clientes e operadoras.

Atualmente, a Inspiring trabalha em conjunto com a Orbitall, empresa do grupo especializada no segmento de processamento de cartões. Os planos para 2016 envolvem aumento da participação da Orbitall no mercado de Contact Center.

Já no setor de varejo, a companhia adquiriu, em agosto, 40% das ações da gaúcha Saque e Pague, rede de autoatendimento multisserviços. A ideia principal da parceria é levar operações bancárias e não bancárias aos clientes com e, especialmente, sem conta corrente. A oferta engloba desde compensação e custódia de cheques até programas de fidelidade, pré-pagos, mobile, sistemas de conciliação para varejista, originação de demandas de seguros e empréstimos.

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