Startups brasileiras captaram US$ 376,4 mi em outubro, aponta Distrito

As startups brasileiras levantaram em outubro deste ano US$ 376,4 milhões em 54 rodadas, representando um aumento de 159% em relação aos US$ 145,3 milhões captados em setembro em 42 rodadas. Setembro, até então, foi o mês que registrou a menor captação do ano.

Segundo os dados do Distrito, apesar da melhora em relação a setembro, o resultado de outubro ficou bem abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado, quando as startups levantaram US$ 924,8 milhões em 80 rodadas. Nos dez primeiros meses deste ano, os investimentos atingiram US$ 4,1 bilhões, com 557 operações, comparados aos US$ 8 bilhões em 705 deals registrados no mesmo período do ano passado.

O levantamento, entretanto, ressalta que não há ruptura na oferta de capital para startups no País, uma vez que os US$ 4,1 bilhões investidos entre janeiro e outubro de 2022 já superam o volume total investido em 2020.

“As startups ainda estão enfrentando um cenário adverso por conta da menor liquidez no mercado puxada pelo ciclo de alta de juros no mundo inteiro e o ajuste no valor de mercados das empresas de tecnologia. Mas os números de outubro mostram que o mercado de venture capital no país é resiliente e que os investidores continuam encontrando boas oportunidades,” explica Gustavo Gierun, CEO e cofundador do Distrito.

O levantamento também identificou um maior apetite por operações mais maduras, no chamado late stage, que engloba startups que atingem as rodadas série C em diante. No mês passado, foram seis rodadas neste estágio, com ticket médio de US$ 36,3 milhões.

As fintechs continuam dominando o cenário de investimentos. Elas levantaram US$ 250,2 milhões em 18 rodadas. A Cerc, primeira registradora de recebíveis autorizada a operar pelo Banco Central, captou US$ 100 milhões em uma rodada Series C. Outra fintech, o bureau de crédito Quod, levantou US$ 80 milhões.

O mês de outubro também foi marcado por 10 fusões e aquisições. A maior transação foi a compra de 75,1% da Isaac, que atua na gestão do fluxo financeiro de escolas, pela Arco Educação, dona dos sistemas de ensino COC, Ari de Sá e Dom Bosco, por US$ 150 milhões.

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