Startups: 3 passos para saber se sua ideia de negócios é boa

Os assuntos relacionados a empreendedorismo e startups reúnem sempre multidões na Campus Party. Se o tópico da palestra tem a ver com esses temas, a certeza é de plateia cheia e perguntas no final da apresentação. Muitos participantes aproveitam para fazer anotações e prestam bastante atenção – como se fosse uma sala de aula. Não foi diferente nesta quarta-feira (01/02), durante o segundo dia da décima edição do evento, em São Paulo.

Afinal, os campuseiros são fanáticos por tecnologia, algo essencial para criar uma startup, empresas jovens que buscam inovação em qualquer área ou ramo de atividade.

A questão é que o cenário é muito desafiador. A cada ano surgem 600 mil novas empresas no Brasil e o País tem cerca de 1,5 milhão de micro empreendedores individuais. Por isso algumas dicas de especialistas são essenciais para realizar o sonho de ter sucesso com o negócio próprio.

Mauricio Montanha, líder de operações comerciais da L2AD para EUA e América Latina (agência de trading desk) e especialista em marketing digital, foi um dos responsáveis por dar algumas dicas para os participantes do evento. O executivo afirma que o primeiro passo é ter uma grande ideia, aliada à coragem de errar, muita determinação e resiliência. “É preciso aplicar uma tecnologia ao trivial”, disse Montanha, citando casos como do Airbnb e Uber, que, a partir de serviços já consolidados (transportes e hospedagens), criaram inovações.

Mas como saber se a sua ideia é boa? Montanha citou três principais pontos:

1. Resolver problemas
Para a ideia ser boa, ela precisa resolver problemas de várias pessoas, não apenas de uma.

2. Diferencial para derrubar a concorrência
O diferencial do Uber, quando iniciou seu serviço, era oferecer carro de luxo, com ar condicionado, balas etc. Um serviço diferenciado. É preciso pensar em um diferencial.

3. Ir onde ninguém foi
É preciso ter coragem para mudar. Se seu produto tiver aderência melhor em outra cidade, é necessário se mudar e não ter medo de fazer isso. Ter coragem de chegar a um público e apresentar algo óbvio, por exemplo. “Essa solução óbvia pode ser algo revolucionário”, afirma Montanha.

Após consolidar a ideia, o especialista aponta os próximos passos, que são a elaboração do plano de negócios, que precisa ser muito flexível, e, na sequência, partir para aceleradoras e incubadoras, que ajudarão com a parte financeira. Mas sem antes registrar a ideia. “Aceleradoras e incubadoras colocarão dinheiro no negócio. Nosso papel é criar. Mas é preciso registrar e pesquisar bem os parceiros que pretende lidar”, destaca.

Com o negócio rodando, as inovações não acabaram. “É preciso manter-se atualizado e antenado às mudanças do mercado e sempre manter a concorrência em vista. Os gigantes nasceram pequenos. Não pode perder o foco e devemos sempre seguir adiante”, finaliza.

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

4 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

7 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

10 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

1 dia ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

1 dia ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

1 dia ago