A startup Fluke, criada por estudantes de universidades brasileiras, foi selecionada para representar o país na International Business Model Competition (IBMC), competição que premia o melhor modelo de negócio universitário do mundo. O evento ocorrerá nos dias 10 e 11 de maio em Utah, nos Estados Unidos (EUA).
Desenvolvida por alunos da Universidade de São Paulo (USP), da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Universidade Paulista (Unip), a Fluke foi pensada para ser uma operadora de telefonia virtual, focada na personalização do atendimento e na transparência.
“[A ideia é] você não ter muita burocracia para poder montar o plano da maneira que você quer. Você consegue colocar, pelo aplicativo, o pacote que quer, já lança o preço e pode já contratar ou alterar o seu plano. Sem burocracia, sem ter que passar por intermediário”, destaca Marcos de Oliveira Junior, aluno do curso de Engenharia de Produção da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP e um dos idealizadores da startup fundada em junho do ano passado.
“Na questão da transparência, você terá acesso, pelo nosso aplicativo, a seu padrão de consumo em tempo real, se a franquia de dados está acabando, quanto você está consumindo e com que está mais consumindo”, acrescentou.
Os estudantes planejam iniciar o funcionamento da operadora virtual de telefonia – que funciona com a infraestrutura alugada de uma operadora física – no próximo ano, no DDD 16. Eles pretendem se focar no público universitário da região.
“A gente tem São Carlos, Araraquara e Ribeirão Preto, em São Paulo. São 3 milhões de chips e 300 mil universitários. Então, 10% da população são o denso do nosso público. Por isso, a gente tem que começar lá e depois ir expandindo gradual”, destacou Marcos.
Segundo os estudantes, já estão prontas as plataformas referentes à transparência, que permitem que o cliente consiga acessar padrões de consumo, a interface de comunicação com o usuário final e o plano de publicidade. Os contratos com as operadoras físicas ainda estão em negociação.
Os alunos estimam um investimento inicial de aproximadamente R$ 6 milhões. Para a viagem aos Estados Unidos, eles estão fazendo um crowdfunding (financiamento coletivo) a fim de arrecadar R$ 30 mil, dos quais metade já foi obtida.
Além de Marcos, participam da startup Matheus Uema, aluno do curso de Engenharia de Computação da USP, em São Carlos, Yuki Watanabe, aluno do curso de Engenharia Elétrica da USP, Vinícius Ito, estudante do curso de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da USP, Leonardo Santos, aluno de administração da FGV, e Augusto Pinheiro, que estuda Ciências de Computação na Unip.
No Brasil, a exploração de Serviço Móvel Pessoal (SMP) por meio de rede virtual foi regulamentada por meio da Resolução nº 550, em 2010, pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…
por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…
A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…
A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…
Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…
DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…