Em um setor complexo como o de distribuição de energia elétrica, agilidade e rapidez na apuração dos dados são fundamentais. E foi isso que levou a Rede Energia, responsável pelo abastecimento de 34% do território nacional, a investir em um sistema de bilhetagem novo para a Enersul (Empresa Energética do Mato Grosso do Sul) após adquirir a empresa, em 2008.
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O sistema de bilhetagem é responsável pelo cálculo e pela emissão das contas de energia. Todo mês, a equipe de campo faz a leitura dos medidores de consumo instalados nos clientes e insere os dados no software que, então, gera a conta considerando os valores estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ou seja, é um sistema fundamental para o negócio.
Segundo Vanderlei Soares, diretor de tecnologia da informação da Rede Energia, o sistema instalado na Enersul estava desatualizado, além de ser diferente do software utilizado pelo restante do grupo — a empresa atua nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Pará. Foram investidos cerca de 10 milhões de reais para fazer a migração e atualizar o parque tecnológico da distribuidora.
Um ponto interessante do sistema é que ele foi adquirido no modelo de serviços, por meio de uma parceria entre a Elucid, desenvolvedora do aplicativo, e a IBM. O software está instalado no data center da IBM, em Hortolândia, interior do Estado de São Paulo. Com isso, a implementação da ferramenta levou sete meses para se concluída – tempo bem menor do que o habitual para soluções do mesmo porte. A Enersul conta de mais de 700 mil clientes.
Os benefícios de ter um sistemo integrado, conta Soares, são diversos. Entre eles, a economia de tempo. “O que a gente levava 10 dias para fazer, agora é resolvido em 12 horas”, relata. Além disso, abre espaço para novas possibilidades. O executivo conta que a empresa está desenvolvendo um projeto para gerar a conta do cliente no momento da medição. Com um dispositivo móvel, o profissional da Enersul vai imprimir o documento na hora.
Parte desse sistema móvel será viabilizado por meio de acesso móvel ao software da Elucid, utilizando redes de telefonia celular. Em localidades onde isso não é possível, o dispositivo móvel será capaz de fazer a bilhetagem. O operadora apenas terá de jogar os dados no sistema posteriormente. “Estamos definindo apenas algumas questões de segurança e backup, para o caso do profissional ser assaltado e perder os dados, por exemplo”, afirma Soares.
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