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Sil adota ferramenta de vendas baseada na web

Foi por volta de 2006 que a empresa de fios e cabos sil resolveu aposentar o sistema de vendas desenvolvido havia um bom tempo para rodar em DOS. A tecnologia estava obsoleta, dava problema e precisava ser instalada no computador dos vendedores. Toda vez que o sistema falhava, a TI era acionada. Os chamados eram constantes. Não bastasse, o número de representantes crescia.

A internet, naquela época, já era algo consolidado e estava – novamente – forte depois do estouro da bolha. A indústria, então, optou por usar as estruturas da rede mundial para sua nova plataforma. Com quatro pessoas na equipe, o gerente de TI da empresa, Vicente Sugui, procurou uma fábrica de software capaz de desenvolver a solução desejada dentro de um prazo razoável. Fechou contrato com a ITGroup para tocar o projeto. 

Em quatro meses a nova ferramenta de vendas já operava de forma parcial. Colocada em produção, a empresa identificava melhorias e ajustava a plataforma. Levou um ano para o sistema estar do jeito que roda atualmente. A nova versão ganhou o nome SILOnLine. Nas palavras do gestor, a modernização deixou o processo de cadastro de pedidos e clientes, comissão, consulta a cadastros e acompanhamento de vendas mais fácil, simples e rápido.

“O formulário online tem tudo aquilo que o representante já estava acostumado”, comenta Sugui, salientando que a base de dados utilizada na tecnologia antiga foi completamente aproveitada. Por meio de uma conexão segura na internet, os 53 profissionais de vendas são redirecionados à ferramenta, armazenada em um servidor da companhia. Sempre que um pedido é gravado, um atendente revisa as informações e envia a solicitação para os trâmites administrativos. Levar a plataforma para “a nuvem computacional” reduziu a demanda por suporte na área de TI.

O próximo passo é aproveitar as informações de vendas e integrar com um sistema de planejamento e controle de produção (PCP), em fase final de desenvolvimento, também pela ITGroup. De acordo com o gerente, a tecnologia entra em produção no início de 2010. A integração facilitará bastante a rotina.

“Hoje, a programação da fábrica é feita a olho”, diz o gestor, que pondera: “imagine todos os itens que temos?”. Sugui explica que a linha de manufatura é extensa, composta por produtos de várias bitolas e diferentes cores que variam de acordo com a região e com normas técnicas. O PCP fará um levantamento de todos os pedidos registrados no SilOnLine, verificando estoque e emitindo ordem de produção, refletindo mais precisamente as vendas feitas pelos representantes. “Vai aumentar a produtividade e baixar os custos”, comemora o executivo.

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