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Shell e Mckesson contam como se beneficiam da nuvem

Aos poucos, o modelo de computação em nuvem – seja ela pública ou privada – começa a ganhar força também em grandes corporações. As vantagens econômicas já foram mais que discutidas e a desconfiança em relação à segurança da informação parece estar em processo de evolução. Entre os receios principais, então, está o fato de, em algumas indústrias, a informação não poder cruzar uma fronteira nacional e ser armazenada fora do País, o que inviabiliza um projeto de nuvem pública, tão desejados por alguns executivos pelo ganho de escala. Resta, assim, a nuvem privada.

Mas independentemente de qual seja sua escolha – especialistas acreditam que uma hora ou outra sua empresa irá aderir ao modelo em alguma instância -, há diversos benefícios que podem ser extraídos e, talvez, o maior legado de cloud computing seja, exatamente, mostrar que existe uma forma mais eficiente de trabalhar a infraestrutura computacional.

Durante o HP Discover, em Frankfurt, o assunto esteve em discussão e alguns clientes da fabricante apresentaram testemunhos sobre o trabalho que eles vêm desenvolvendo neste sentido. Uma dessas empresas é a Shell. Para Vincent vin Schaik, que lidera a área de serviços técnicos e de competitividade da companhia, a computação em nuvem é o modelo que mais se encaixa ao momento atual da empresa. “Olhamos por razões como escala, eficiência operacional – assim como várias empresas -, acelerar desenvolvimento de aplicações, reduzir ciclo de inovação.

Schaik acredita que cloud computing pode ajudar, inclusive, no sentido de liderar à empresa a trabalhar a questão ambiental com mais iniciativas inovadoras. Já Merritte Stidston, diretor de operações e do centro de desenvolvimento estratégico da McKesson, nos Estados Unidos, se vangloria por estar em uma das primeiras companhias a encararem a computação em nuvem e manda um recado importante: “Fazemos de forma a não ter retrabalho, e, nesse mundo convergente, manter uma parceria com outras áreas de negocio é chave para o sucesso.”

Além de manter os demais departamentos próximos da TI, Stidston entende que a parceria com o fornecedor deve ser bem trabalhada de forma que os dois lados consigam extrair benefícios. No projeto com a HP, ele afirma que conseguiu reduzir a complexidade de gestão de infraestrutura e que um administrador cuida das suas 300 blades, pela facilidade do modelo. “Hoje, temo um time mais dinâmico e que entende de plataforma de storage, segurança, além de conta com um plano muito bem definido, as pessoas não planejam falhas, mas falham em planejar.”

Ao encerrar sua explanação sobre o projeto, o executivo informou, ainda, que todas as aplicações que estão sendo escritas dentro da empresa já são feitas dentro dessa nova infraestrutura, Com desenvolvedores espalhados pelo mundo e convivendo com diferentes fusos e realidades, o direotr entende que, nesse processo de eficiência operacional, a nuvem veio como aliada essencial.

*O jornalista viajou a Frankfurt a convite da HP

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