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Shadow IT ainda representa desafio para metade das empresas da América Latina

Na jornada rumo à transformação digital, a implementação de novas ferramentas tecnológicas aumenta consideravelmente – mas não somente na área liderada pela TI. A contratação de serviços sem o aval da tecnologia – também conhecida pelo nome Shadow IT – é algo que se tornou comum, considerado desafio na evolução dos negócios por 50% das empresas da América Latina, de acordo com levantamento apresentado pela Frost & Sullivan a pedido da Progress.

Para Jayme Faria, gerente de consultoria para América Latina da Frost & Sullivan, a Shadow IT é ponto de atenção para organizações no processo de transformação digital, porque fornecedores de soluções estão acessando facilmente diferentes executivos das linhas de negócios – como RH, marketing e finanças, os quais “possuem necessidades claras de negócios, ao mesmo tempo que não são especialistas em tecnologia. Então eles acabam tomando decisões e fazendo investimentos por conta própria, sem ter alinhamento com a estratégia da empresa, bem como CIOs e mesmo com responsáveis de finanças”, aponta.

Apesar disso, o especialista vê a tendência como oportunidade. “Mas é importante que se tenha alinhamento e que as compras sejam em conjunto”, especialmente porque, sem a integração das áreas, o movimento pode causar problemas, completa.

Nesse sentido, tornou-se imperativo o trabalho conjunto da TI com a área de negócios – o que também representa grande desafio para 35,3% das empresas entrevistadas. “É fundamental [o trabalho da TI em conjunto com negócio]”, sentencia Ana Paula Duarte, Sales Leader da Progress para o Brasil.

A executiva pontua que, ainda que empresas estejam migrando para esse tipo de abordagem, ainda há um gap muito grande entre ideias de negócio e capacidade de execução das empresas. “Mas não por falta de entendimento das equipes de tecnologia”, ressalta. “Vejo profissionais de ambas as áreas falarem a mesma língua, mas tendo o desafio de que cada um se move em uma velocidade. Quem é do negócio, hoje, se move na velocidade da luz, enquanto que quem está na área de tecnologia é um pouco mais lento”, afirma, completando que o que é demandado para a área de TI é a construção de uma arquitetura com flexibilidade suficiente para atender às exigências do negócio.

Para o levantamento, a consultoria contou com a participação de 1,5 mil executivos de diferentes vertentes da indústria. A pesquisa foi apresentada durante o Exchange CALA Brasil, evento da Progress voltado para parceiros, que aconteceu nesta terça-feira (9/8), em São Paulo.

Outras tendências
A pesquisa também aponta outros itens disruptivos que apresentam desafios para empresas na jornada da transformação digital. Dentre eles destaca-se big data e analytics, internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) e nuvem.

Para o primeiro, a consultoria afirma que, para montar uma estratégia de transformação digital de sucesso, empresas precisam criar uma abordagem de big data capaz de “analisar esse vasto oceano de dados e, o mais importante, encontrar novas formas de monetizá-lo antes dos concorrentes”, diz o documento. Apesar de ser considerada de extrema importância para 60% das 507 empresas latino-americanas entrevistadas em 2015, apenas 8% já usam a tecnologia.

A nuvem também ganhou destaque na região, com apenas 8% desses mesmos entrevistados afirmando não ter migrado qualquer aplicação para a cloud até 2015. Uma curiosidade apontada pelo levantamento é que, se redução de custos figurava como principal objetivo no início da onda de cloud, na era da transformação digital, o foco se volta para eficiência e acessibilidade.

Por fim, a pesquisa aponta o impacto da IoT nos negócios de praticamente todos os setores, incluindo agricultura (ajudando fazendeiros a melhorar a eficiência de suas plantações e a saúde de seus animais), saúde (permitindo o monitoramento de pacientes em tempo real e facilitando a saúde preventiva), manufatura (tornando processos mais eficientes e permitindo o desenvolvimento de produtos novos e melhores), e governo (com a criação de cidades inteligentes).

A expectativa é que o impacto dessa tecnologia na economia global seja de mais de US$ 1 trilhão, entre receitas geradas e custos economizados – 44% das empresas latino-americanas definem sua estratégia para essa tecnologia como sendo de “observar e aprender”, e apenas 7% estão efetivamente usando soluções de IoT, incluindo comunicações máquina a máquina (M2M).

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