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Seu smartphone não precisa mais que você toque nele

A Apple revelou no início do ano que existem 900 milhões de iPhones ativos ao redor do mundo. Já o Google, também no começo de 2019, anunciou em evento que há 2,4 bilhões de dispositivos Android ativos por aí.

O que eles têm em comum, além do fato de serem sistemas operacionais para smartphones, são os assistentes virtuais. Google Assistente e Siri disputam um mercado relacionado a integração de recursos e rotinas.

O números não indicam que este seja o total de usuários de nenhum dos dois assistentes. Se a gente falar de compatibilidade, o Assistente está disponível em, basicamente, todos smartphones com GMS (Google Mobile Services). Inclusive no próprio iPhone é possível baixá-lo.

A estimativa do Google é de que o Assistente já esteja ativo em mais de 1 bilhão de dispositivos. A Apple não revela esses números, mas a Siri estreou no iPhone 4S e ganhou dezenas de novos recursos nos mais recentes modelos.

A integração dos assistentes virtuais com a rotina dos usuários é apelativa até na maneira independente que atuam. Por exemplo:

  • No Android: baseado em atalhos de voz, basta dar um comando e o dispositivo desempenha uma série de ações. Como um simples “bom dia”, que pode desativar o modo silencioso, falar a previsão do tempo, como está o trânsito e agenda e por aí vai.
  • No iPhone: os “Atalhos” também permitem que, com uma frase curta, o dispositivo desempenhe uma série de funções. Eles vão desde a automação entre dispositivos, otimização de agendas, até integração com outros aplicativos.

Tudo isto acrescenta ainda mais para a ideia de que o seu smartphone não quer mais que você toque nele. Deixando de lado questões higiênicas, o uso de tecnologias como Inteligência Artificial (IA) e machine learning tem dado mais protagonismo a esse tipo de uso.

Dá pra usar tem tocar?

Smartphones têm interfaces cada vez mais amigáveis em todos os sentidos. Tanto que Apple e Google têm diretrizes para desenvolvedores seguirem na criação dos aplicativos.

Além das interfaces, os dispositivos estão cada vez mais conectados e podem transmitir informações sem que você precise sequer tocar neles. Um bom exemplo é o comercial do iPhone 7 exaltando a Siri. Com o The Rock.

Lá no Google I/O, no começo do ano, o Google anunciou o recurso de Conversas Contínuas com o Assistente. Basicamente, funciona assim: você diz “Ok/Hey Google, hoje vai chover?”, e em seguida, após a resposta, não precisa repetir o “Ok Google” para uma segunda ação. Seria algo como:

  • “Ok Google, como está o tempo?”, “E quanto tempo eu devo levar até o trabalho?”, “Minha agenda está livre às 17h?”, “Mande uma mensagem para Tim Cook dizendo ‘vamos ao cinema’”.

Além das próprias assistentes virtuais (Siri e Assistente, no caso), temos aplicativos específicos que ampliam esta usabilidade, como o IFTTT. Ele é um serviço de automação e integração com uma série de possibilidades, como:

  • Ativar o modo silencioso quando você chegar a um endereço específico;
  • Informar quanto tempo você passa em cada lugar que visita;
  • Ativar ou desativar as conexões em determinados horários ou locais;
  • Arquivar todos os links que você compartilha no Twitter no Google Drive.

Estas funções são chamadas de Applets e podem ser selecionadas no próprio serviço. Mas, claro, você também pode criar novas funções e personalizá-las de acordo com suas necessidades.

Modo Jedi

Esta não é exatamente uma novidade revolucionária no mundo dos smartphones. Mas, em 2019, alguns celulares resolveram adotar o “modo Jedi”. Ele, basicamente, consiste em controlar algumas funções utilizando apenas gestos com as mãos, sem tocar nos aparelhos.

A novidade chega com algumas promessas ambiciosas, como melhorar a usabilidade em carros ou levar gestos, em teoria, mais práticos.

Três destes exemplos são o Huawei Mate 30 Pro, LG G8 ThinQ e Google Pixel 4. Todos os três trazem hardware capaz de mensurar a distância do usuário e o aparelho, mapeando onde está a mão e, assim, “lendo” os gestos.

No celular da Huawei, é possível capturar screenshots ou rolar páginas; no da LG, é possível trocar músicas, capturar screenshots, controlar o volume do sistema, abrir um aplicativo; no do Google, você pode trocar músicas, controlar alarmes e mais.

Muita gente pode não se adaptar com facilidade a gestos do tipo, e muita gente também pode achar que são recursos dispensáveis.

Mas, unindo gestos, automação, IA e assistentes virtuais, fica cada vez mais fácil usar um smartphone sem precisar, de fato, tocar nele. Se este é o futuro, vai precisar se acostumar com a forte onda de smartphones dobráveis competindo bem de pertinho. E, neste segundo caso, as pessoas parecem mais interessadas.

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