TI no Paraná avança e fecha 2016 com saldo positivo de 1,2 mil empregos

O setor de Tecnologia da Informação (TI) tem se tornado cada vez mais uma peça essencial para o desenvolvimento do mercado de trabalho no Estado do Paraná. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o setor fechou 2016 com saldo positivo de 1,2 mil empregos.

Os número positivos motivam o Estado a alcançar uma meta ambiciosa. “O plano é transformar o Paraná no próximo polo de TI da América Latina até 2035. Até lá esperamos que o setor tenha uma participação significativa no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado”, afirma Adriano Krzyuy, presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia de Informação (Assespro) no Paraná.

O Estado conta atualmente com um parque de 7,8 mil empresas e seis Arranjos Produtivos Locais (APLS), localizados nas regiões de Curitiba, Londrina, Maringá, Campos Gerais, Sudoeste e Oeste. O setor emprega cerca de 18 mil pessoas.

Do saldo de vagas gerado no ano passado, Curitiba respondeu por 735 novos empregos, seguida por Londrina, com 164, Maringá (112), Pato Branco (78) e Apucarana (44). O salário médio na área de TI no Paraná é de R$ 3.348,11, de acordo com dados do Ministério do Trabalho.

Contramão da crise
Segundo Krzyuy, um dos motivos para explicar o resultado está justamente na crise. “A recessão tem obrigado as empresas a buscar formas de reduzir custos, aumentar eficiência e racionalizar processos, o que impulsiona os negócios das empresas de TI”, destaca.

Para Krzyuy, a velocidade de inovação do mercado de TI gera demanda por profissionais qualificados, ampliando as contratações com salários maiores.

Segundo o coordenador de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Evandro Razzoto, o Paraná vem criando um ambiente propício para o desenvolvimento do setor, com a criação, no ano passado, de uma política de governança para a área. O objetivo é elaborar um plano de longo prazo, com a participação do governo estadual, empresas, instituições de apoio e universidades. “Há muito potencial para TI no Estado. O nosso foco é fazer do Paraná referência no setor”, diz.

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