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Setor de saúde mira mídias sociais

O surgimento de novos canais de comunicação exige cada vez mais esforços dos departamentos de comunicação das empresas que pretendem alcançar maior visibilidade e credibilidade no mercado.

Hospitais, fornecedores do setor e até o Ministério da Saúde têm intensificado suas campanhas nas redes sociais, principalmente em canais como o Twitter, Facebook e Orkut, que juntos, somam mais de 500 milhões de usuários em todo o mundo.

Quando um hospital, por exemplo, quer estabelecer um canal de comunicação com seus clientes em alguma rede social, ele deve saber exatamente qual é o seu público-alvo e quais assuntos pretende tratar. “Existem três pontos a serem observados, a definição do público-alvo, objetivos de negócio e quais as restrições legais que impedem a comunicação”, afirma o diretor de saúde América Latina da Burson-Marsteller, agência de comunicação e relações públicas, Miguel Herera

Além das mídias sociais, outra ferramenta importante para gerar credibilidade e estabelecer uma boa comunicação com o cliente de saúde são os blogs, sites que permitem rápida atualização. Eles podem ser usados para aumentar a credibilidade da empresa e estreitar o relacionamento entre instituição e paciente.

Para que o blog ou site tenha um bom número de acessos e seja reconhecido pelo público é necessário possuir informações relevantes, vindas de fontes confiáveis. “A credibilidade é o fator que pode garantir a sustentação da informação digital, hospitais e instituições farmacêuticas precisam de opiniões de especialistas, então se quisermos falar sobre uma doença em um site ou blog, estes especialistas devem participar, além dos diretores da empresa que possuam interesse institucional e portadores daquela determinada doença”, explica.

De acordo com o executivo, o mercado de mídias sociais é amplo e promissor na América Latina, devido ao gradual aumento de usuários e isso faz com que as empresas foquem em ações para se posicionar nessas mídias. “O contexto econômico e social está facilitando o acesso e a interação na internet, mas temos que ter cuidados regulatórios legais para termos esta conveniência”, destaca o diretor.

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