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Sete formas do DBA garantir desempenho do banco de dados hoje

A maioria dos profissionais de TI quer o mínimo
de mudança possível. Afinal de contas, o objetivo principal é garantir
de que os aplicativos sejam executados com bom desempenho. Normalmente,
menos mudança equivale a mais estabilidade. O mantra costuma ser “em
time que está ganhando não se mexe”.

No entanto, a vida dos administradores de bancos
de dados (DBAs), queiram eles ou não, está repleta de mudanças,
incluindo grandes evoluções que afetam cada departamento de TI. Com
tantas mudanças e variáveis, a velha fórmula da descoberta (tentativa e
erro) não funciona mais. O que os DBAs e todos os profissionais de TI
precisam, e o que a empresa espera da TI, é a garantia do desempenho.

Principais mudanças que afetam DBAs e bancos de dados

1 – Virtualização e nuvem
Durante anos, os DBAs resistiram à migração para
ambientes virtualizados devido à incerteza quanto a como seria o
desempenho de um servidor de banco de dados em uma máquina virtual (VM).
Não havia certeza quanto ao desempenho. Mas hoje, 80% dos bancos de
dados estão sendo executados em ambientes virtuais. E agora que eles
estão em ambientes dinâmicos na nuvem, o desempenho pode sofrer
alterações a qualquer momento: Seu vizinho é barulhento? Um
administrador pode migrar o banco de dados para outra VM e assim por
diante.

2 – Evolução do armazenamento
Os sistemas de armazenamento estão em evolução:
flash, compactação, sistemas hiperconvergentes e armazenamento
inteligente que gera camadas dinamicamente ou a frio (o software altera
dinamicamente o sistema de armazenamento subjacente com base no
comportamento observado) estão todos crescendo em termos de
implementação.

3 – Impulso rumo ao desenvolvimento contínuo
O desenvolvimento contínuo (que implica em
mudanças contínuas do código dos aplicativos, até várias vezes por dia)
está se tornando uma prática mais comum, estimulada, em parte, pela
adoção da cultura de DevOps. Essas mudanças se somam a tudo o que pode e
vai mudar no banco de dados propriamente dito.

4 – Correlação direta entre desempenho e custo
À medida que essas e outras mudanças principais
levam a um ambiente dinâmico definido por software, surge mais uma nova
consideração: a correlação direta entre desempenho e custo, que se torna
mais evidente em ambientes onde o pagamento é calculado de acordo com o
consumo. Um desempenho mais baixo costuma resultar no provisionamento
de mais hardware, ou de hardware mais rápido, o que implica em um custo
mais alto.

Garantindo o desempenho
Como um DBA pode garantir o desempenho no panorama tecnológico dinâmico de hoje? Aqui estão algumas ideias:

1 – Adotar o desempenho como disciplina
O tempo de atividade deixou de ser a métrica
principal da qualidade de trabalho para se tornar uma premissa. As novas
metas consistem no desempenho e na experiência do usuário. Agora, as
perguntas devem ser: que velocidade podemos imprimir ao sistema? Com que
frequência as equipes conversam sobre desempenho? Com que ferramentas
contamos para entender e melhorar o desempenho? É uma questão de
proatividade.

2 – Adote uma mentalidade de análise do tempo de espera

O foco deve mudar das simples métricas de
recursos para o tempo – o tempo gasto com cada processo, consulta,
estado de espera e a influência no tempo por parte do armazenamento (E/S
e latência), da rede e de outros componentes que prestam suporte ao
banco de dados e ao aplicativo. A metodologia básica para entender o
desempenho de um banco de dados é a análise do tempo de espera.

3 – Estabeleça parâmetros de comparação e linhas de base

É importante definir as principais métricas a
serem observadas, idealmente centradas no aplicativo, no usuário final e
no rendimento. Linhas de base estatísticas ajudam a entender o que é
normal e como/quando ocorrem alterações no desempenho. Alertas baseados
em linhas de base, que por sua vez se baseiam em métricas relevantes,
permitem ao DBA concentrar-se no que realmente importa. Ferramentas que
permitem uma visão retrospectiva e a comparação do desempenho se tornam
extremamente úteis.

4 – Entenda a contribuição para o desempenho de cada componente

Antes de passar para um hardware mais rápido ou
para o provisionamento de mais recursos, é preciso entender a
contribuição para o desempenho de cada componente e de cada etapa
realizada pelo banco de dados para responder a uma consulta, o que
indica a contribuição potencial para melhorar o desempenho.

5 – Transforme-se no guru do desempenho
Conhecimento é poder. Com a mudança da TI rumo ao
desempenho, aquele que entende melhor o desempenho, o que o impulsiona e
como melhorá-lo se torna rapidamente mais valioso para a organização.

 6 – Retorne e crie relatórios
Os DBAs devem elaborar relatórios semanais ou
mensais de desempenho e se apropriar das melhorias de desempenho e
economias de custos resultantes de hardware recuperado e investimentos
postergados. Devem relatar o impacto no desempenho e o aprimoramento (ou
não) de cada componente da infraestrutura.

7 –  Planeje as alterações ao desempenho
O DBA saberá quando atingiu a garantia de
desempenho e se tornou um guru no assunto no momento em que for capaz de
prever com precisão o desempenho dos aplicativos antes das mudanças e conduzir a organização rumo a um melhor desempenho.

Conclusão
Hoje, independentemente do cargo que se tenha na
TI, tudo gira em torno dos aplicativos. Isso é especialmente verdadeiro
para os DBAs, que devem ser proativos quando se trata de desempenho. A
certeza do desempenho – quando você sabe como um sistema desempenhará e como melhorá-lo – logo se tornará indispensável para o trabalho.

 

(*) Gerardo Dada é vice-presidente de marketing de produtos da SolarWinds

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