Aprendemos desde crianças a dividir. Particularmente em tempos econômicos difíceis, o compartilhamento de recursos pode ?salvar? a estratégia de TI, especialmente no setor público. Jennifer Belissent, analista da Forrester Research, traz o exemplo de Colorado, nos Estados Unidos ? país que enfrenta uma de suas maiores taxas de desemprego.
Sistemas legados… Os sistemas de mainframe baseados em Cobol do Colorado têm 25 anos e continuam a processar pedidos de seguro desemprego, mas era cada vez mais difícel e custoso encontrar mão de obra para mantê-los vivos. Era necessário tirar desenvolvedores da aposentadoria e mantê-los no cargo. Os líderes sabiam que era uma questão de tempo.
… Que não estão à altura da tarefa. Não apenas o funcionamento deixa muito a desejar, mas os sistemas legados também têm falhas na entrega. Os sistemas rodam em batch mode, o que significa que os dados são coletados tipicamente depois de um certo período, diário, semanal ou mensal. Só então são processados no sistemas, depois desse intervalo. O downtime diário impede o funcionamento 24 horas do sistema, ou até mesmo a disponibilidade em horas extras. Atrasos e a falta de disponibilidade aos usuários que querem (ou precisam da) informação em tempo real causavam uma única reação: frustração.
Funcionários lutavam contra interfaces nada flexíveis. Novas regulamentações de trabalho requereram mudanças nas interfaces, e novas solicitações de auditoria significavam novos relatórios. Mas nada sobre os sistemas legados era fácil de ser reconfigurado. Novos recursos adicionados ao sistema antigo deixavam o todo com um aspecto de colcha de retalhos, o que obrigava funcionários a abrirem uma dúzia de aplicações para processar um pedido ou registrar um trabalhador.
E os sistema estava inundado de fraudes. Fraudes, no setor de seguros, são comuns. E entre os desempregados nos Estados Unidos isso não é diferente. Sistemas legados e o processamento não estavam equipados com sistemas de detecção modernos. De acordo com a estimativa do ministério do trabalho americano (DOL, na sigla em inglês), o estado do Colorado sofreu por três anos com 16,33% de pagamentos impróprios ? uma das taxas mais altas do país, a um custo de US$ 82 milhões.
Algo precisava ser feito. O DOL ofereceu um orçamento para modernizar os sistemas de seguro desemprego, mas apenas para estados dispostos a coleborar como um consórcio. Eles dividiram esse valor.
Assim, Colorado, Arizona e Dakota do Norte formaram o WyCAN, um consórcio para investir conjuntamente em um sistema de seguro desemprego para gestão de taxas, pedidos, benefícios e apelações. O projeto WyCAN ilustra o pensamento de liderança nos setores de tecnologia e negócio, de um trabalho em equipe em execução e governança, provendo melhores práticas para obter tecnologia compartilhada, bem como o desenvolvimento de serviços.
No caso norte-americano, funcionou. Será que por aqui no Brasil poderíamos ver algo semelhante?
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