Será que o mercado de abertura de capital voltará a florescer neste ano?
Se o retrato do cenário de IPOs já estava preocupante no final do ano passado (2015 foi até classificado como o pior ano para abertura de capital desde 2009), não espere grandes emoções para este ano.
De acordo com novo levantamento da Renaissance Capital, empresa de pesquisa de IPO, sobre o primeiro trimestre do ano, aponta que o mercado de abertura de capital nos EUA atingiu os níveis mais baixos desde a crise financeira do final de 2008.
Apesar da pesquisa não mostrar grandes negócios fora da área de saúde e de algumas outras poucas empresas terem conseguido, juntas , levantar US$ 700 milhões principalmente por conta de seus apoiadores de risco, há uma luz no fim do túnel.
Para a líder da Renaissance Capital, Kathleen Smith, o objetivo de abrir capital é estabelecer valorização publicamente que tanto ajuda outras companhias a entender essas empresas – e até mesmo comprá-las – quanto conseguir aportes.
O mercado, no geral, ganha estabilidade, diz ela em entrevista ao Tech Crunch. “Depois de passar por uma montanha-russa entre agosto e janeiro, [o mercado] está menos volátil”, afirma. Ela completa, ainda, um índice próprio da empresa, o qual rastreia organizações que abriram o capital nos últimos dois anos ainda é baixo para o ano, “mas registrou forte desempenho desde fevereiro.”
Apesar da previsão não muito positiva, a expectativa é de melhora. “Ninguém está comercializando agora. E não sabemos mais sobre isso até o minuto em que uma empresa arquiva um prospecto com os termos que estão avançando”, conta Kathleen, acrescentando que a expectativa é de haver movimentação nos próximos meses.