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Ser presidente é ser psicólogo, diz Ricardo Fernandes, da CA

Há um fascínio pelo ser humano. Formado em análise de sistemas e em direito e, embora sua atuação seja orientada a resultados, Ricardo Fernandes, presidente da CA no Brasil, não deixa, nem por um minuto sequer, de atrelar o negócio às relações humanas. Para manter o time focado em uma só meta, dá o segredo do sucesso: conhecer as pessoas e ter interesse por elas. “Ser presidente é ser psicólogo”, reflete. O resultado, segundo ele, é que a unidade brasileira da multinacional “é a estrela no mundo CA”. 

A CA está próxima a muitas empresas de TI. Parceria significa… comprometimento e respeito. A palavra-chave é credibilidade e você só conquista isso através de atitudes diárias. O parceiro depende de suas decisões, então é preciso pensar no outro lado para decidir qualquer coisa. E isso gera credibilidade. A CA teve um crescimento muito agressivo nos últimos anos por estar próxima aos clientes, ter um grupo talentoso, tecnologia inovadora e graças a um ecossistema de parceiros que deram capilaridade à companhia.
Explicar o que a CA faz para os leigos é…. prazeroso. A mensagem tem uma estrutura, um emissor e um receptor. Só no momento em que ele entender a mensagem é que ela vai ter sucesso. E é absolutamente prazeroso o resultado de uma reunião em que o que você passou foi entendido. Temos experiência nisso no mercado de médias empresas, que chamamos de emergentes, em que nos dedicamos a explicar como a nossa tecnologia pode aportar valor ao negócio do cliente.

Eu comando a operação brasileira com… satisfação e alegria. Mas é também um grande desafio. A empresa vem crescendo, eu tenho a responsabilidade de continuar com isso. A CA Brasil é a estrela no mundo CA, não é a maior operação, é claro, mas em todas as métricas  é a melhor no mundo – e a minha responsabilidade é continuar nesta toada. Quando estamos em reuniões globais, quando falamos, todos prestam muita atenção, porque veem valor no que fazemos por aqui.
Relacionar-se com a tecnologia é prazeroso. Eu adoro tecnologia. Fico espantado com a capacidade humana de inovar por meio dela. Procuro me adaptar e conhecer todas as novidades, inclusive videogames. Adoro o desafio de me adaptar e entender como interagir com aquilo. Pensar que a tecnologia é fruto do pensamento humano é fascinante! Se tivesse que começar tudo de novo, seria na tecnologia.

Relacionar-se com as pessoas é…. mais fascinante ainda. E liderar é lidar com pessoas. Conhecer e ter interesse por elas! Quando você tem interesse, você pode ajudá-la e obviamente sabe onde ela pode lhe ajudar também. Desta forma, pensando como equipe, você sempre terá o melhor do seu time.  Sou uma pessoa orientada a resultados, mas para atingi-lo você precisa das pessoas e você precisa… conhecê-las!!!! A meta em qualquer equipe que assumo é conhecer pessoas, sem qualquer pré-julgamento.

Construir uma carreira profissional é… boa formação acadêmica. Tinha uma concepção de que existe um momento de semear e outro de colher. Formei-me em análise de sistemas e depois fiz direito. Mas ao longo da minha carreira, acabei entendendo que o momento de semear e colher podem acontecer juntos.  No mundo acadêmico estão as grandes inovações. Estar próximo a este debate é mais livre, não está atrelado a resultados imediatos. Na minha carreira estar próximo à academia é parte constante. Sempre deixei claro a todos onde eu queria chegar. Com consciência limpa e ética, é possível fazer isso. Tenha objetivos.

Minha vida pessoal cruza com a profissional quando…. 24 horas por dia, não tem discernimento entre uma coisa e outra, nem uma linha que separe. Eu acordo cinco da manhã todos os dias para treinar  e  invariavelmente começo pensando nas coisas que tenho para fazer… é preciso estar eternamente ligado, se você quer mudar ou influenciar a vida das pessoas. É necessário pensar o que você vai fazer para o bem delas, dos clientes e dos funcionários.

O valor o principal que carrego é…. tem questões éticas e de profissionalismo. Liderar não é só analisar planilhas, existem pessoas, motivar, entender e colocá-las em uma meta única. Para isto você  tem que entender com quem está lidando. Ao final de uma relação sempre procuro analisar se ela e eu amadurecemos. Isso me dá uma satisfação pessoal, porque liderar não é apenas gerenciar. Seria frustrante olhar e ver que eu gerencie e não liderei. As pessoas têm de saber que fazem as coisas para um bem maior, isto as engaja. O processo de comunicação tem de ser assertivo. Não fique à mercê da sua agenda para falar com as pessoas, senão você nunca vai conseguir um horário. Ser presidente é ser psicólogo, embora liderar às vezes seja solitário demais.  Há decisões que não podem ser compartilhadas com a equipe.

Desligo quando… durmo. Consigo dormir bem.  Ou quando ouço uma boa música.

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