Segmento jurídico é o que mais vai desenvolver AI

Atualmente, empresas que desejam crescer no seu ramo de atuação precisam utilizar o chamado Big Data, que deixa de ser uma opção periférica de análise ou processo de abordagem e passa a ser o coração da gestão de qualquer tipo de negócio.

Para Walter Longo, um dos grandes especialistas neste tema, a prestação de serviços jurídicos deve se deparar com inovações imensas nos próximos anos. “A área jurídica é a que mais vai desenvolver a inteligência artificial”, defende.

Longo, publicitário e administrador de empresas com MBA na Universidade da Califórnia, é empreendedor digital, palestrante internacional e sócio-diretor da Unimark Comunicação. Ele cita como exemplo juízes dos EUA que já usam Big Data para tomar decisões.

“Hoje, os magistrados dos EUA já definem a pena para o réu com base em inteligência artificial. Por exemplo, de acordo com o perfil do caso ou da pessoa, o Big Data fornece dados de quantos anos deve ser a punição daquela conduta”, explica. “O juiz não discute com a inteligência artificial, porque ela é mais assertiva do que ele”, completa.

Solução cross

Segundo o executivo, utilizar essa tecnologia é fundamental para qualquer setor, inclusive o jurídico. “Finalmente podemos ter uma justiça cega de verdade, porque a justiça humana corre o risco de ser cheia de preconceitos, xenofobia, racismo. Somos seres morais ou imorais. Já o algoritmo é amoral e pode ser de grande valia nas decisões de penalizar ou absolver um indivíduo”, analisa.

Longo, que já foi eleito por quatro vezes o melhor profissional do Ano do Prêmio Caboré, é um dos principais palestrantes do SPIN Summit Brazil 2018, evento de inovação e tecnologia que reúne grandes empresas do Brasil, EUA e Israel para firmar parcerias internacionais e tomar decisões corporativas, onde abordará exatamente o tema “Big Data”. O congresso será realizado em São Paulo, nos dias 28 e 29 de novembro, no AMCHAM Business Center.

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