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Se liga! O HTML5 continua evoluindo

O HTML5 sempre passou por ondas de desenvolvimento, desde muitos anos antes de sua adoção oficial em outubro de 2014, reduzindo a dependência de tecnologias proprietárias como o Flash, da Adobe e o Silverlight, da Microsoft.  A possibilidade de incorporar vídeo em um documento, foi uma grande mudança para oferecer suporte à internet rica.

Também flertou com o desenvolvimento de um codec de vídeo livre de royalties para a web. Houve algum progresso nessa área, mas nada conslusivo. O H.265 ainda está sobrecarregado com patentes e o codec VP9, do Google, embora possa ajudar, desperta a desconfiaça de outras empresas envolvidas em padrões da web por conta do suporte de um concorrente importante.

E preocupou-se, desde o projeto, em ser capaz de suportar a necessidade de mudança da Web, de um lugar
para procurar documentos para um lugar onde construir aplicações
distribuídas.

Rapidamente, o HTML5 “tornou-se a única versão de HTML que as pessoas realmente estão usando hoje, nos navegadores e nos sites”, diz Jeff Jaffe, CEO do World Wide Web Consortium, que tem jurisdição sobre a tecnologia.

Atualizações incrementais
A especificação HTML5 é atualizada regularmente. Às vezes, há pequenas melhorias de recursos e correções de bugs, como a versão 5.1 do ano passado , que modificou a forma de utilizar o elemento <canvas> para desenhar gráficos 2D.

A próxima versão é a versão 5.2, com recursos como o elemento menu, representando um grupo de comandos que podem ser ativados. A Versão 5.2 também atua na Política de Segurança de Conteúdo da Web, fornecendo uma maneira para os desenvolvedores controlem o acesso a recursos. A atualização também pode lidar com endereços de e-mail em alfabetos não latinos. Ainda assim, HTML5.2 é considerado uma revisão menor.

Mas o W3C quer atualizações mais freqüentes da especificação do núcleo do HTML, atualizando-a a cada ano em vez de cada dez a 15 anos, disse Jaffe. No entanto, essas revisões principais não necessariamente odecerão uma nomeclatura diferente, como de HTML5 para HTML6 para HTML7.

Então não haverá um HTML6?
Jaffe sugere que o suporte a pagamentos na Web pode justificar a troca de nomenclatura. Embora a compra através da web não seja nova, a crescente dominância do uso da web móvel está fazendo com que as pessoas abandonem os carrinhos de compras por causa da complexidade – e isso pode exigir uma abordagem diferente com a possibilidade de pagamentos suportados a partir do próprio HTML. O W3C tem um grupo de trabalho estudando esta questão.

O W3C também está trabalhando no Web Components, um framework para identificar componentes de sites reutilizáveis e no Service Workers, para facilitar a execução de várias funções dentro de um navegador, com recursos offline. Talvez eles também justifiquem uma mudança de nome para HTML6.

Embora  o HTML5 venha ancorando a plataforma web aberta, a própria plataforma tem cada vez mais se tornado maior do que apenas o HTML, pondera Jaffe. Hoje, o W3C está trabalhando em segurança, desempenho e streaming.

Um esforço relacionado ao fluxo contínuo envolve o suporte ao padrão Encrypted Media Extensions (EME). Formalizada em fevereiro de 2012 por vários membros do W3C, a proposição amplia o HTMLMediaElement com as Extensões de Mídia Criptografada (EME) para substituir a necessidade dos usuários baixar e instalar “plug-ins” por uma API padrão que automaticamente descobre, seleciona e interage com conteúdos protegidos de terceiros, gerenciamento direitos digitais. O EME fornece uma maneira padrão de exibir vídeo através de navegadores.  “É uma tremenda melhoria em relação ao método não padronizado de entrega de vídeo hoje”, explixa Jaffe.

Tim Berner-Lee, diretor do W3C e considerado o inventor da web, endossou a proposta EME em fevereiro deste ano, dizendo que fornece uma maneira relativamente segura de assistir a um filme online. Mas outros se opuseram à proposta. O próprio Berners-Lee observa que existem problemas com DRM para desenvolvedores e questões relacionadas às leis.

Já para a segurança da web, o W3C tem três esforços:

1 – Uma estrutura de autenticação web, em andamento, com o objetivo de  oferecer suporte à segurança através de autenticação multifatorial. “Nós realmente queremos ficar longe de senhas”, disse Jaffe.

2 – A Web Crypto API, concluída no início deste ano, e que  fornece uma API JavaScript para operações criptográficas básicas em aplicativos Web.

3 – E práticas recomendadas para a segurança do desenvolvimento web. Também concluídas, essas práticas destinam-se a impedir o compartilhamento de informações de um aplicativo para outro e, portanto, a violação da privacidade dos usuários.

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