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SAP começa a rodar sua BusinessSuite no Hana

A SAP anunciou esta semana que, finalmente, está cumprindo uma promessa feita três anos atrás que é rodar sua Business Suite inteira na plataforma in-memory Hana.

É a realização de um sonho que vai “reinventar os sistemas corporativos”, disse o chairman da SAP, Hasso Plattner, durante evento global de lançamento, com feeds de vídeos vindos de Frankfurt (Alemanha), Nova York e Palo Alto (Estados Unidos). Rodando a suite de negócios no Hana, os clientes poderão armazenar todos os dados transacionais ativos em memória e explorar massivamente processamentos paralelos para entregar desempenho em tempo real, disse a empresa. O movimento também vai permitir que os clientes simplifiquem seus panoramas de TI e eliminem os dados redundantes, acabando com a divisão entre infraestrutura transacional e inteligência de negócios.

“Sem agregados, sem cubos ou OLAPs (Online analytical processing). Tudo é substituído pelo uso dinâmico dos dados transacionais”, afirmou Plattner.

O retorno para os negócios, como promete a SAP, vai incluir a interação entre planejamento, previsão e análise dos dados, bem como a execução em tempo real do plano de promoções comerciais, fabricação de requisitos de planejamento (MRP) entre outros processos.

Derek Dyer, diretor global de serviços SAP na John Deere, ressalta as afirmações, dizendo que sua companhia já está testando e disponibilizando o BusinessSuite em Hana. “Vemos a plataforma como uma forma de gerir o nosso negócio de maneira revolucionária, porque seremos capazes de fazer coisas como simular o fechamento financeiro e executar processos de MRP em poucos minutos”, conta Dyer. Ele também prevê a utilização da solução para o processamento de grandes volumes de informações, streaming entre o campo e a fábrica de equipamentos da John Deere, podendo ajudar os clientes com reparos, encomenda de peças e sugestões de manutenção preventiva – tudo em tempo real.

Jogar a suíte de negócios em Hana não trará interrupções para os clientes, pois envolve a simples troca do banco de dados subjacente, disse o CTO e membro do conselho executivo da SAP, Vishal Sikka. Mas não é tão simples assim, já que o Hana requer um hardware in-memory que irá substituir os servidores convencionais em uso.

Se os clientes não estão prontos para usar o Hana, eles podem continuar a executar a BusinessSuite em diferentes bancos de dados, incluindo Oracle, IBM DB2, Microsoft SQL Server e Sybase ASE. Durante a sessão de perguntas e respostas, houve algum temor em torno da necessidade de rodar uma versão separada do SAP BusinessSuite para executar em Hana. Plattner, porém, insistiu que o core da BusinessSuite será o mesmo para qualquer banco de dados, com apenas pequenas diferenças de certos procedimentos de armazenamento.

Questionado se os clientes podem ter certeza sobre o alto desempenho das aplicações de missão crítica no Hana, Sikka ressaltou que todas as exigências em torno da alta disponibilidade e recuperação de desastres apresentaram desempenho satisfatórias. Os executivos disseram, também, que os especialistas em banco de dados SQL devem ser capazes de entenderem rapidamente os requerimentos administrativos da solução.

Junto aos mais de 1,5 mil consultores SAP treinados em Hana, há também mais de 70 parceiros em todo o mundo que empregam outros mil analistas capacitados para a tecnologia, afirma a fabricante. Isso significa que as implantações já podem ser feitas, embora, tecnicamente, o SAP BusinessSuite alimentado pelo Hana permaneça em fase beta. Usando uma solução de implantação rápida (Rapid Deployment Solution), com lançamento previsto para fevereiro, os clientes serão capazes de obter a suíte de negócios instalada e funcionando com Hana em menos de seis meses, complementa a SAP.

 

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