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SaaS na nuvem: conectividade na era dos aplicativos

A nuvem já não é mais novidade. O Software as a Service (SaaS) também não. Mas, o que você sabe sobre a combinação entre eles? Ambos são ótimas oportunidades para as empresas, principalmente em função do baixo custo de investimento inicial. No entanto, vale lembrar que esses modelos alteram toda a dinâmica das áreas de TI até aqui.

A partir de agora, mais do que nunca, as aplicações e os serviços dependem da conectividade para manter o bom desempenho e o setor de TI não consegue garantir o padrão de qualidade das operadoras de Telecom. Com o acesso simples que o SaaS oferece, os executivos não precisam mais, necessariamente, do aval da equipe de TI ou do CIO da empresa para utilizar um determinado aplicativo, o que também dificulta a manutenção da performance.

Cada vez mais, os “apps” são utilizados para fins corporativos. Não precisamos ir longe, imagine um executivo que precisa compartilhar uma apresentação pesada com sua equipe. Alguns servidores de e-mail não suportam alto volume de troca de dados e os documentos nem sempre são enviados. O Dropbox já é utilizado por mais de 25 milhões de pessoas e é uma ótima solução por ser um serviço baseado na nuvem. Além de permitir acesso aos documentos a partir de qualquer dispositivo com acesso à internet, ele mantém, ainda, os arquivos sincronizados – característica que facilita toda a troca de materiais, fotos e outras informações. O mesmo ocorre, por exemplo, com o Office 365: pacote com softwares baseados na plataforma Microsoft Office, totalmente on-line. O SaaS já é uma realidade nas organizações e a tendência é de que apareçam mais e mais aplicativos e serviços como esses.

Mas, então, até que ponto as redes corporativas estão prontas para adotar de vez este modelo de “Software as a Service”? Como garantir a conectividade necessária para assegurar o alto desempenho?  O principal ponto é: a nova era em que tudo é aplicativo muda a expectativa dos usuários corporativos com relação ao desempenho da WAN (Wide Area Network). A conectividade passa a ser ponto crítico e merece toda atenção. Além da expectativa de que os serviços estejam disponíveis a qualquer hora e em qualquer local, existe ainda a necessidade de que as informações estejam sempre sincronizadas.

Para isso, a equipe de TI precisa, primeiro, identificar quais os aplicativos considerados, de fato, corporativos. O segundo passo é construir, então, uma malha de redes preparada para fornecer todos os requisitos para garantir conectividade em todas localidades, qualidade, controle, segurança e, também, flexibilidade (um mix de MPLS, IP-VPN, LAN-to-LAN etc).

Os CIOs devem pensar em formas de unir as vantagens do SaaS aos valores centrais de Tecnologia da Informação de suas companhias. Esse é um verdadeiro desafio, já que, com as facilidades desse modelo, é difícil definir qual o alcance dos apps dentro das empresas. Vale ressaltar que garantir a performance do SaaS com a internet é mais complicado do que com aplicativos convencionais, que rodam em redes privadas ou MPLS (Multiprotocol Label Switching – protocolo de roteamento baseado em pacotes rotulados).

Se um aplicativo tradicional apresenta algum problema, o time de TI é capaz de acessar os níveis de visibilidade e controle para solucionar o entrave. No caso da nuvem, alguns provedores de “cloud” já possuem determinadas soluções de gerenciamento da infraestrutura. A escolha de um fornecedor de armazenamento externo, inclusive, é fundamental para garantir conectividade e desempenho. Devem ser levados em consideração pontos como o tipo de aplicativo – se é público, customizado ou híbrido, se já estão hospedados na nuvem e todas as questões de segurança – criptografia, monitoramento de uso e malware.

Por fim, os argumentos para migrar a infraestrutura de TI para a nuvem são inúmeros. Os principais relacionam-se, geralmente, às questões de redução de escala e/ou de custos. Mas é preciso ter cuidado para não prezar pela acessibilidade oferecida pelos recursos SaaS na nuvem em detrimento do desempenho da área de tecnologia da empresa. Com tantas tendências e novidades no setor, a gestão da TI acaba por ficar por último na lista de prioridades. No entanto, o CIO e sua equipe devem ficar atentos ao SaaS, cada vez mais presente, e, claro, ter postura sempre pró ativa com relação à gestão da nuvem.
*Francisco Pinto é vice-presidente da Silver Peak para América Latina

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